Economia

Por que 'robôs-borboleta' podem mudar o futuro da indústria

Tecnologia foi exibida na feira Hannover Messe, na Alemanha

Borboletas-robô da Festo: modelos ajudam a desenvolver automação na indústria (Divulgação)

Borboletas-robô da Festo: modelos ajudam a desenvolver automação na indústria (Divulgação)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 25 de abril de 2026 às 08h01.

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Hanover - Em um dos pavilhões da feira Hannover Messe, na Alemanha, borboletas e abelhas enormes sobrevoam um estande. Olhando mais de perto, uma outra surpresa: são robôs, drones que buscam imitar os insetos, no meio de um evento industrial.

Além dos insetos, há também uma serpente em outro estande, com olhos vermelhos que chamam a atenção. Pelos corredores há, ainda, diversos cachorros-robô, que já são mais comuns há alguns anos, com uma câmera e vários sensores no lugar da cabeça.

César Gaitán, CEO da Festo na América do Sul, explica que os animais fazem parte de um projeto maior. A empresa é uma multinacional alemã especializada em automação industrial.

"Eles pertencem à Bionic Learning Networking, uma rede de conhecimento que se criou na Alemanha, em que a Festo colabora com universidades, instituições de pesquisa, e a função inicial é reproduzir as funções de diferentes animais", diz.

"É tentar aprender, da natureza, como que funcionam os movimentos, o gasto energético. Temos alguns produtos que têm a estrutura de um peixe, que usamos para fazer a manipulação de produtos", prossegue.

"A língua do camaleão funciona como uma garra para manipular produtos. Se desenvolve muita tecnologia ao repetir algumas funções da natureza", diz Gaitán.

Borboletas-robô da Festo: modelos ajudam a desenvolver automação na indústria

Borboletas-robô da Festo: modelos ajudam a desenvolver automação na indústria (Divulgação)

IA na indústria

O uso de inteligência artificial também vem acelerando este processo. Ao analisar mais dados, os novos sistemas conseguem treinar e operar melhor os robôs, que estão ficando cada vez mais rápidos e precisos nas tarefas.

No estande da Siemens, por exemplo, um sensor é capaz de identiificar falhas em produtos em alta velocidade. "A solução consegue inspecionar 40 peças por segundo, ou 2.400 por minuto", diz Davi Carbone, Head de digital enterprise da empresa. A tecnologia não foi inspirada pelos animais, mas deixa claro que a velocidade dos olhos de lince vai ficando para trás.

O repórter viajou a convite da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha em São Paulo.

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