Eclipse solar total: fenômeno raro será o primeiro observado na Europa continental em quase 30 anos (Aubrey Gemignani/NASA)
Redatora
Publicado em 12 de agosto de 2026 às 05h24.
O eclipse solar total desta quarta-feira, 12, será um dos principais eventos astronômicos de 2026. O fenômeno será o primeiro observado na Europa continental em quase 30 anos e terá uma característica marcante: a fase de totalidade durará menos de dois minutos na maior parte da trajetória.
Embora não seja visível do Brasil, será possível acompanhar o eclipse por transmissões ao vivo realizadas pela Nasa, Agência Espacial Europeia (ESA) e pelo Observatório Nacional.
Um eclipse solar total acontece quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz da estrela por alguns instantes.
Durante esse breve período, chamado de totalidade, apenas a coroa solar, a atmosfera mais externa do Sol, permanece visível ao redor da Lua. O fenômeno só ocorre porque, vistos da Terra, Sol e Lua parecem ter praticamente o mesmo tamanho, embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior e também cerca de 400 vezes mais distante.
A faixa de totalidade terá menos de 320 quilômetros de largura e passará apenas por algumas regiões do Hemisfério Norte.
Os locais onde o eclipse será visto em sua totalidade são:
Após cruzar essas regiões, a sombra da Lua seguirá em direção ao Mar Mediterrâneo.
Em outras áreas da Europa, no noroeste da África e em partes da América do Norte, será possível observar apenas um eclipse parcial, com a Lua cobrindo parte do disco solar.
Neste eclipse, a totalidade — momento em que a Lua cobre completamente o Sol — deverá durar menos de dois minutos na maior parte dos locais. O fenômeno começará às 12h34, horário de Brasília, quando a Lua passará a encobrir parcialmente o Sol no primeiro ponto do planeta atingido pela sombra.
A fase total começará às 13h58, com o ponto máximo ocorrendo às 14h46.
Segundo a agência internacional, a duração exata varia de acordo com a posição do observador ao longo da faixa de totalidade. Quem estiver mais próximo da linha central verá o fenômeno durar um pouco mais do que aqueles posicionados nas bordas da trajetória.
Mesmo sendo breve, essa é a única fase em que a coroa solar pode ser observada a olho nu com segurança.
Como o eclipse não será visível em território brasileiro, a alternativa será acompanhar as transmissões ao vivo pela internet.
A Nasa fará uma live em seu canal no YouTube e também publicará conteúdos em suas redes sociais. A ESA também transmitirá o fenômeno em seu canal oficial, enquanto o Observatório Nacional realizará uma cobertura especial a partir do meio-dia.
Em qualquer outra etapa do eclipse, inclusive durante os eclipses parciais, é obrigatório utilizar óculos certificados para eclipse, que atendam à norma ISO 12312-2, ou equipamentos específicos para observação solar.
Olhar diretamente para o Sol sem proteção pode causar danos permanentes à retina e até perda irreversível da visão.
Os próximos anos também serão favoráveis para quem acompanha esse tipo de fenômeno. Em 2 de agosto de 2027, um eclipse solar total cruzará regiões do norte da África, incluindo partes do Marrocos e do Egito. Já em 2028, outro eclipse solar total atravessará a Austrália.
Antes disso, também ocorrerão dois eclipses solares anulares, conhecidos como "anel de fogo", em 2027 e 2028. Ambos passarão por áreas da América do Sul, quando a Lua estará distante o suficiente da Terra para não encobrir completamente o Sol, deixando visível um anel luminoso ao redor do disco lunar.