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Datafolha: rejeição ao STF chega a 47%, maior percentual desde 2019

Avaliação negativa do STF subiu sete pontos desde maio, em meio à crise envolvendo o Banco Master

Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil (Rosinei Coutinho/STF/Flickr)

Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil (Rosinei Coutinho/STF/Flickr)

Soraia Alves
Soraia Alves

Repórter de Marketing

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 18h17.

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A imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) entre os brasileiros piorou ainda mais. De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 26, 47% dos eleitores classificam o trabalho dos ministros como ruim ou péssimo. O resultado mostra uma alta de sete pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, quando 40% tinham essa percepção.

Segundo a pesquisa, esse é o maior percentual de rejeição registrado desde o início da série histórica, em 2019.

Na outra ponta, 18% consideram o desempenho do STF ótimo ou bom, enquanto 31% avaliam a atuação dos ministros como regular. 4% dos entrevistados preferiram não opinar.

O levantamento foi realizado entre 22 e 24 de setembro com 2.002 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

STF e a disputa eleitoral

A deterioração da avaliação ocorre em meio à crise envolvendo o Supremo e o caso Banco Master, que passou a ocupar espaço no debate eleitoral. O Datafolha mediu também quanto o episódio é conhecido pelos eleitores: 77% disseram ter conhecimento das suspeitas relacionadas ao caso e à atuação de integrantes da corte.

Entre aqueles que afirmam conhecer o episódio, 68% dizem acreditar que há envolvimento de ministros do STF. Outros 25% não veem esse envolvimento e 7% não souberam responder.

Em relação ao impacto nas eleições, para 47% dos entrevistados, a crise envolvendo STF e Master terá algum peso na decisão de voto. 36% acreditam que o evento terá muita influência e 11%, pouca. Para 49%, o caso não deverá interferir na escolha.

A percepção varia conforme a preferência eleitoral. Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 26% afirmam que o episódio terá grande influência em sua decisão. Entre os que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), são 45%.

No grupo que não se identifica nem com o petismo nem com o bolsonarismo, 43% dizem que a crise terá grande influência.

Avaliação muda de acordo com o eleitor

A diferença entre os grupos políticos também aparece na avaliação geral do STF. Entre os eleitores de Lula, 32% classificam a atuação da corte como ótima ou boa, enquanto 24% fazem uma avaliação negativa.

No eleitorado de Flávio Bolsonaro, o cenário é inverso: 6% avaliam positivamente o trabalho do Supremo e 69% o consideram ruim ou péssimo.

Congresso também tem avaliação negativa

A avaliação do Congresso Nacional permanece em terreno negativo, mas sem a mesma mudança observada no STF. De acordo com o Datafolha, 37% dos eleitores consideram o trabalho de deputados e senadores ruim ou péssimo. O percentual é o mesmo registrado em maio.

A parcela que vê a atuação do Congresso de forma positiva, por outro lado, aumentou de 15% para 18% no período. Outros 40% classificam o trabalho dos parlamentares como regular e 6% não souberam responder.

A avaliação também apresenta diferenças entre os dois principais grupos eleitorais. Entre quem declara voto em Lula, 22% consideram o Congresso ótimo ou bom. No eleitorado de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 15%. Na avaliação negativa, os índices são de 32% entre lulistas e 44% entre eleitores de Flávio.

Os dados sobre avaliação se somam ao levantamento de confiança divulgado pelo Datafolha na semana passada. Na pesquisa, 45% disseram não confiar no Congresso, percentual próximo aos 48% registrados para o STF. A desconfiança em relação ao Legislativo, porém, permanece abaixo do pico histórico de 67%, registrado em 2018.

A pesquisa, contratada por Folha de S.Paulo e TV Globo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.

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