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Dia Mundial do AVC: conheça os sinais de alerta e boas práticas de prevenção

Reconhecer os sintomas rapidamente e controlar fatores de risco são medidas importantes para reduzir mortes e sequelas

AVC: rapidez na identificação das alterações e na busca por atendimento pode fazer diferença no tratamento (Freepik)

AVC: rapidez na identificação das alterações e na busca por atendimento pode fazer diferença no tratamento (Freepik)

Publicado em 29 de outubro de 2026 às 13h40.

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O Dia Mundial do AVC, celebrado nesta quinta-feira, 29, chama a atenção para os riscos do acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como derrame. A condição ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe.

O AVC pode provocar sequelas permanentes e levar à morte. Por isso, reconhecer os primeiros sintomas e procurar atendimento médico imediatamente é fundamental para reduzir os riscos.

Segundo orientações divulgadas pelo HCor – Hospital do Coração, o controle da pressão arterial e a adoção de hábitos saudáveis estão entre as principais medidas de prevenção.

Quais são os primeiros sintomas de AVC?

Os sinais de um acidente vascular cerebral costumam surgir repentinamente e podem afetar diferentes funções do organismo. Entre os principais sintomas estão:

  • Fraqueza ou formigamento no rosto, braço ou perna, especialmente de um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar ou compreender o que outras pessoas dizem;
  • Confusão mental;
  • Alterações na visão;
  • Perda de equilíbrio, tontura ou dificuldade para caminhar;
  • Dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente.

Ao identificar qualquer um desses sinais, é necessário buscar atendimento de emergência imediatamente, mesmo que os sintomas desapareçam.

Qual é a diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico?

Existem dois tipos principais de acidente vascular cerebral: isquêmico e hemorrágico.

O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria cerebral é obstruída ou apresenta redução brusca do fluxo sanguíneo, impedindo que determinada região receba oxigênio adequadamente. Já o AVC hemorrágico acontece quando um vaso sanguíneo se rompe, provocando sangramento no cérebro.

De acordo com o HCor, aproximadamente 85% dos casos são isquêmicos, enquanto os hemorrágicos representam cerca de 15%. A identificação do tipo de AVC é essencial para definir o tratamento adequado.

O que aumenta o risco de sofrer um AVC?

A hipertensão arterial está entre os principais fatores de risco para o acidente vascular cerebral. Segundo o neurologista Robson Fantinato, do HCor, a pressão elevada e sem controle pode enfraquecer as paredes dos vasos sanguíneos ao longo do tempo.

Em situações graves, esse processo pode contribuir para a ruptura de um vaso e provocar uma hemorragia cerebral. Outras condições, como diabetes, colesterol elevado e fibrilação atrial, também estão associadas ao risco de AVC.

A fibrilação atrial é uma arritmia que provoca batimentos cardíacos irregulares e pode favorecer a formação de coágulos capazes de alcançar o cérebro.

Como prevenir um AVC?

A prevenção envolve o acompanhamento das condições de saúde e a adoção de hábitos que ajudam a reduzir os fatores de risco. Entre as principais recomendações estão:

  • Controlar a pressão arterial;
  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Não fumar;
  • Limitar o consumo de álcool;
  • Acompanhar os níveis de colesterol e glicose;
  • Procurar avaliação médica para identificar e tratar fatores de risco.
O controle da hipertensão merece atenção especial, pois a pressão elevada pode permanecer sem sintomas durante longos períodos.

Quanto tempo uma pessoa tem para receber atendimento?

O tratamento do AVC depende do tipo de ocorrência e do tempo decorrido desde o início dos sintomas. Em casos selecionados de AVC isquêmico, medicamentos trombolíticos podem ser utilizados para dissolver o coágulo responsável pela obstrução.

A indicação depende de avaliação médica e de exames que identifiquem o tipo de acidente vascular cerebral.

Não é necessário esperar para verificar se os sintomas melhoram. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir danos ao cérebro.

No Brasil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo número 192.

Acompanhe tudo sobre:AVC – Acidente Vascular CerebralSaúde

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