Lua: novembro terá diferentes fenômenos astronômicos, com destaque para a Lua cheia do dia 24 (Freepik)
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Publicado em 31 de outubro de 2026 às 07h00.
O céu de novembro de 2026 terá uma série de fenômenos astronômicos, incluindo uma superlua, uma chuva de meteoros e encontros aparentes entre planetas. Ao longo do mês, as diferentes fases da Lua também marcarão as mudanças na aparência do satélite natural da Terra.
De acordo com o Observatório Naval dos Estados Unidos (USNO), o calendário lunar de novembro começa com o quarto minguante, no dia 1º, seguido pela Lua nova, em 9 de novembro, e pelo quarto crescente, no dia 17. A Lua cheia ocorrerá em 24 de novembro, às 11h53, no horário de Brasília, e é um dos destaques para o mês
A última fase será também uma superlua porque ocorrerá próximo ao perigeu, ponto da órbita em que a Lua fica mais perto da Terra. O mês ainda terá a ocultação da estrela Regulus, no dia 3, e o pico da chuva de meteoros Leônidas, na madrugada de 18 de novembro.
Confira as datas e os horários das quatro principais fases da Lua, considerando o horário de Brasília:
Os horários variam conforme o fuso horário. No Acre, por exemplo, a Lua cheia ocorrerá às 9h53. Em Fernando de Noronha, será às 12h53.
A superlua ocorrerá em 24 de novembro, quando a fase cheia coincidirá com a proximidade do perigeu. Nesse dia, o satélite estará a aproximadamente 361 mil quilômetros da Terra. Em 25 de novembro, a distância diminuá para cerca de 359 mil quilômetros.
Essa proximidade faz com que a Lua pareça ligeiramente maior e mais brilhante do que em outras ocasiões. Como a fase cheia ocorrerá durante o dia, o melhor momento para observá-la será após o pôr do Sol.
Confira os horários previstos para o nascimento da Lua em algumas capitais brasileiras:
Ao surgir próxima ao horizonte, a Lua também poderá parecer maior devido a uma ilusão de ótica e apresentar tons amarelados ou avermelhados pela influência da atmosfera.
Na madrugada de 3 de novembro, a Lua passará diante de Regulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão. O fenômeno é conhecido como ocultação e acontece quando um corpo celeste bloqueia temporariamente a visão de outro.
Em São Paulo, a estrela deverá desaparecer atrás da Lua por volta das 4h43. Em Brasília, às 4h32; em Belo Horizonte, às 4h44; e em Curitiba, às 4h41.
O evento não será visível em todo o Brasil. Em cidades como Recife, Fortaleza e Belém, Regulus não será encoberta.
A chuva de meteoros Leônidas também estará entre os principais eventos do mês. O fenômeno ocorre quando fragmentos deixados pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle entram na atmosfera terrestre e produzem rastros luminosos.
No Brasil, a melhor oportunidade de observação está prevista para a madrugada de 18 de novembro. Em São Paulo, o período mais favorável deverá começar por volta das 2h e seguir até pouco antes do amanhecer.
Para observar os meteoros, não é necessário usar telescópios ou binóculos. O ideal é procurar um local escuro, distante da iluminação artificial, e observar uma área ampla do céu.
Além das fases lunares, novembro terá aproximações aparentes entre diferentes astros. Em 7 de novembro, a Lua minguante e Vênus aparecerão próximos no céu, pouco antes do amanhecer. Para observar, será necessário olhar em direção ao horizonte leste.
No dia 15, Marte e Júpiter também estarão aparentemente próximos e poderão ser observados antes do nascer do Sol.
Em 20 de novembro, Mercúrio atingirá sua maior distância angular aparente em relação ao Sol, favorecendo a observação antes do amanhecer. Já em 25 de novembro, Urano estará em uma posição favorável para observação, permanecendo acima do horizonte durante boa parte da noite.
Por apresentar brilho fraco, o planeta será mais fácil de localizar com binóculos ou telescópios. A luminosidade da Lua quase cheia também poderá dificultar sua visualização.
A Lua não produz luz própria. O brilho observado da Terra corresponde à luz solar refletida em sua superfície. Conforme o satélite percorre sua órbita, diferentes porções da metade iluminada ficam visíveis para quem observa do planeta.
Na Lua nova, a face iluminada está voltada principalmente para o lado oposto à Terra, tornando o disco lunar praticamente invisível.
No quarto crescente, aproximadamente metade da superfície visível está iluminada. Essa parcela aumenta até a Lua cheia, quando praticamente todo o disco aparece iluminado.
Depois, a área iluminada diminui, passando pelo quarto minguante até o início de um novo ciclo. O intervalo entre duas luas novas consecutivas é chamado de lunação e dura, em média, cerca de 29,5 dias.
Em novembro, o ciclo iniciado no dia 9 terminará em 8 de dezembro.