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Rainha Elizabeth II: conheça as curiosidades e grifes favoritas da monarca

Com 70 anos de reinado, chefe da Família Real Britânica dirigia aos 95 anos e considerava chocolate brasileiro o melhor do mundo

Rainha Elizabeth II dirigindo durante o Royal Windsor Horse Show, em 2021 (Max Mumby/Indigo/Getty Images)

Rainha Elizabeth II dirigindo durante o Royal Windsor Horse Show, em 2021 (Max Mumby/Indigo/Getty Images)

GA

Gabriel Aguiar

Publicado em 8 de setembro de 2022 às 16h25.

Última atualização em 8 de setembro de 2022 às 17h32.

Rainha desde 1952, Elizabeth Alexandra Mary — que adotou o nome de Elizabeth II — faleceu nesta quinta-feira, 8, aos 96 anos de idade. Considerada a segunda monarca com mais tempo de serviço, somente atrás do francês Luís XIV, a majestade ficou conhecida pelo carisma e também por alguns dos hobbies, como a criação de cavalos de corrida e pelo hábito de consumir gim.

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Contrariando as recomendações médicas, a majestade voltou a cavalgar nos últimos meses dentro dos jardins do Castelo de Windsor e, tamanha a paixão pelos animais, ganhou de presente um puro-sangue do presidente francês Emmanuel Macron em celebração ao Jubileu de Platina — que marcou os 70 anos de reinado —, em referência à criação de cavalos de corrida da monarca.

Por outro lado, a rainha Elizabeth II nunca escondeu a preferência pelos cães da raça Corgi: depois de receber o primeiro pet como aniversário de 18 anos, a chefe da Família Real Britânica teve mais de 30 desses companheiros ao longo da história e foi responsável pela criação dos Dorgies, que são resultado do cruzamento da raça favorita da realeza e dos pequeninos Dachshund.

Para quem achou extensa essa lista de animais de estimação, a soberana tinha aproximadamente 200 pombas de corrida e era embaixadora da Associação Real de Corridas de Pombas, além de ser considerada proprietária — por lei — de todos os golfinhos, esturjões e baleias capturados a até 5 km da costa do território inglês, assim como todos os cisnes brancos não demarcados.

Entre superlativos, a rainha Elizabeth II podia escolher entre seis residências reais: desde o famoso Palácio de Buckingham, em Londres; até os demais endereços, como Castelo de Windsor; Castelo de Balmoral, onde faleceu; Sandringham House, onde a Família Real passa Natal; Palácio de Holyrood; e Castelo de Hillsborough, estada oficial do secretário de Estado da Irlanda do Norte.

E não era raro a soberana ser flagrada dirigindo pelas redondezas dessas residências, já que serviu às Forças Armadas como mecânica na Women’s Auxiliary Territorial Service na Segunda Guerra Mundial, onde também aprendeu a conduzir. Oficialmente, era servida por um Bentley feito sob medida, mas ainda dirigia um Land Rover aos 95 anos. Detalhe: a monarca nunca precisou ser habilitada.

Rainha Elizabeth II

Chapéu, bolsa e luvas eram feitos sempre pelas mesmas marcas (Max Mumby/Indigo/Getty Images)

No dia a dia, a majestade ainda chamava a atenção pelas preferências de moda, como bolsas da grife Launer London (com coleção estimada em mais de 200 unidades), e as roupas de cores fortes que serviam para se destacar em meio à multidão. Já os sapatos eram feitos sob medida pela empresa Anello & Davide, enquanto os chapéus traziam assinatura de Rachel Trevor Morgan.

Em contraste ao tradicional colar de pérolas com três voltas que a rainha Elizabeth II sempre usava, o guarda-chuva transparente Fulton Umbrellas é considerado um acessório mais acessíveis para fãs inspirados nos looks da Família Real: há opções por £ 30, equivalente a R$ 179. Outras peças famosas do guarda-roupa eram os lenços da Hermès e as luvas da Cornelia James Ltd.

E se o hábito de beber uma dose de gim antes do almoço era conhecido do público, há curiosidades quase secretas, como o gaiteiro de fole — chamado Flautista da Soberana — que é o “despertador da rainha” ao tocar pela janela, sempre às 9h, por 15 minutos. Também foram realizadas 265 viagens a 119 países sem nunca ter carimbado passaporte (dispensa que é restrita à monarca).

No Brasil, a rainha Elizabeth II e o príncipe Philip assistiram a Pelé jogar futebol em pleno Maracanã durante uma visita oficial de dez dias ao país em 1968. Por aqui, a majestade ainda foi responsável pela inauguração da nova sede do Museu de Arte de São Paulo (Masp) na Avenida Paulista. Entre os destinos mais visitados estão Canadá, com 27 viagens, e a Austrália, com 18 viagens.

Por outro lado, existem rumores de que o chocolate favorito da monarca era brasileiro: a chocolatier Samantha Aquim, criadora da Q, presenteou a chefe da realeza e, tempos depois, recebeu uma carta da própria majestade afirmando que a iguaria, produzida no sul da Bahia, era a melhor já provada. E esse doce ainda pode ser comprado em lojas físicas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

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