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Morre no Rio o designer Sérgio Rodrigues

Móveis criados por ele buscavam a identidade nacional tanto nos desenhos quanto no uso de materiais como madeiras brasileiras, couro e palha


	 Trabalho mais famoso de Sérgio Rodrigues é a poltrona mole, lançada em 1957
 (Fernando Lemos/VEJA RIO)

Trabalho mais famoso de Sérgio Rodrigues é a poltrona mole, lançada em 1957 (Fernando Lemos/VEJA RIO)

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Da Redação

Publicado em 1 de setembro de 2014 às 16h57.

Rio de Janeiro - Morreu hoje (1º), no Rio de Janeiro, aos 86 anos, o arquiteto e designer Sérgio Rodrigues, um dos mais importantes nomes do desenho industrial brasileiro no século 20. Ele morreu em casa, de causa não revelada pela família. O velório será quarta-feira (3), das 9h às 14h, no Memorial do Carmo, no Caju, onde o corpo será cremado.

Sobrinho do escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980), Sérgio Rodrigues começou a trabalhar com design de móveis nos anos 50 do século passado, em consonância com o estilo modernista dos arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Os móveis criados por ele buscavam a identidade nacional tanto nos desenhos quanto no uso de materiais como madeiras brasileiras, couro e palha.

O trabalho mais famoso de Sérgio Rodrigues é a poltrona mole, lançada em 1957 e considerada hoje um dos clássicos mundiais do design de cadeiras. Com estofado em couro encaixado de forma inovadora na estrutura em madeira, a poltrona mole integra atualmente o acervo de design do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), um dos mais importantes do mundo.

Juntamente com outras criações de Rodrigues, a poltrona mole continua sendo produzida até hoje. Além do uso residencial, o mobiliário criado pelo designer está presente em prédios públicos de Brasília, como o Itamaraty, e em embaixadas brasileiras no exterior.

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