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Demi Moore diz que tentar conter a IA no cinema é uma 'batalha perdida'

No Festival de Cannes, filmes produzidos com inteligência artificial generativa são proibidos na competição principal

Moore também argumentou que a inteligência artificial não é capaz de reproduzir o aspecto humano da criação artística (Michael Tran / AFP/Getty Images)

Moore também argumentou que a inteligência artificial não é capaz de reproduzir o aspecto humano da criação artística (Michael Tran / AFP/Getty Images)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 13 de maio de 2026 às 14h07.

Última atualização em 13 de maio de 2026 às 14h22.

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A atriz Demi Moore afirmou que tentar conter o avanço da inteligência artificial no cinema representa “uma batalha perdida”. A declaração foi feita durante entrevista coletiva do júri do Festival de Cannes 2026, do qual a artista faz parte como integrante responsável por escolher o vencedor da Palma de Ouro.

Segundo Moore, a indústria audiovisual precisa buscar formas de conviver e trabalhar com a tecnologia em vez de tentar apenas combatê‑la. A atriz reconheceu que há preocupações relacionadas à falta de proteção para artistas diante do crescimento da IA, mas defendeu que o caminho mais produtivo é a adaptação. “Acho que lutar contra isso é uma batalha que vamos perder. Mas isso não significa que não existam maneiras de encontrar formas de trabalhar com isso”, afirmou.

Moore também argumentou que a inteligência artificial não é capaz de reproduzir o aspecto humano da criação artística. Para a atriz, existe um componente emocional e subjetivo que não pode ser substituído por máquinas.

Debate ganha força em Hollywood

O debate sobre o uso de IA no audiovisual ganhou força em Hollywood nos últimos anos, especialmente após as greves de roteiristas e atores nos Estados Unidos que reivindicaram regras para proteger direitos autorais, imagem e remuneração diante do avanço de ferramentas generativas. O tema também passou a ser discutido em festivais e premiações, que avaliam os limites do uso da tecnologia em produções cinematográficas.

No próprio Festival de Cannes, filmes produzidos com inteligência artificial generativa são proibidos na competição principal, apesar de o tema estar cada vez mais presente nas discussões da indústria.

Além da questão da IA, a atriz também comentou a importância da liberdade de expressão artística durante a coletiva. Moore afirmou que a autocensura pode comprometer a criatividade e dificultar a busca pela verdade na arte.

Conheça o festival de cinema 'sem IA', que valoriza produções feitas por humanos

A atriz e diretora Justine Bateman ampliou o alcance do festival de cinema que criou com uma proposta clara: excluir o uso de inteligência artificial e valorizar produções feitas por humanos.

O Credo 23 Film Festival agora terá uma versão online, com acesso pago e catálogo liberado até 10 de julho.

Segundo o Hollywood Reporter, a iniciativa marca mais um passo da atriz e diretora na tentativa de estruturar um ecossistema voltado a obras desenvolvidas sem o uso de IA, com foco no trabalho criativo humano.

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