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Dia da Confeiteira: a trajetória premiada da chef Lisiane Arouca

Arouca é chef confeiteira do restaurante Origem, eleito pela EXAME como o melhor do Brasil em 2025

Lisiane Arouca: chef confeiteira do restaurante Origem, eleito pela EXAME como o melhor do Brasil em 2025 (Leonardo Freire/Divulgação)

Lisiane Arouca: chef confeiteira do restaurante Origem, eleito pela EXAME como o melhor do Brasil em 2025 (Leonardo Freire/Divulgação)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 16h08.

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No Dia da Confeiteira, a trajetória de Lisiane Arouca, chef confeiteira do restaurante Origem, eleito pela EXAME como o melhor do Brasil em 2025 — ajuda a entender como a sobremesa pode ocupar o centro de uma cozinha autoral.

Nascida em Salvador, Lisiane se aproximou dos doces ainda criança. Nas férias em Ilhéus, enquanto primos e irmãos brincavam na rua, ela passava o tempo na cozinha com as tias confeiteiras. Começou a formação acadêmica na Faculdade de Belas Artes (UFBA), mas encontrou nos bolos confeitados uma forma de expressão e decidiu seguir carreira na gastronomia. Formou-se em Gastronomia pela Estácio Bahia e concluiu o curso de Chef de Cozinha do Senac.

Sobremesa “Casal Perfeito”: brigadeiro de queijo, mousse de goiabada e sorvete de nata com goiaba (Leonardo Freire/Divulgação)

Após atuar como chef confeiteira em restaurantes de Salvador, assinando cardápios de sobremesas, e de ter sido sócia da 4Chef’s, empresa de confeitaria personalizada, Lisiane abriu em 2016 seu primeiro restaurante, o Origem, ao lado do chef Fabrício Lemos, seu companheiro de trabalho e marido. O projeto cresceu e deu origem a outras casas na capital baiana: o Orí (2018), o Minibar Gem (2020), o Segreto Ristorantino (2022), o Boteco Megiro (2024) e o Orí Rooftop (2025), no Centro Histórico, no Villa Andrea.

Lisiane também é cofundadora do Instituto Ori, coletivo que trabalha com a ideia do alimento como transformação social. Fundado em 2016, o Instituto tem a missão de promover desenvolvimento humano com foco em conservação do meio ambiente, valorização de saberes e cultura local, atuando com comunidades por meio de formação técnica, troca de experiências, aperfeiçoamento de ideias e desenvolvimento de produtos.

No menu Recôncavo do Origem, Lisiane apresenta sobremesas com ingredientes abundantes na região e presentes na cultura local. Ela relaciona essa construção a memórias de Amargosa, no Vale do Jequiriçá — como em “Jabuticabeira”, criada a partir das idas à feira com o pai, que combina sorvetes de jabuticaba, uva preta e iogurte, além de tuille de batata-doce roxa.

Restaurante Origem: sobremesa Jabuticabeira criada a partir das idas à feira com o pai (Leonardo Freire/Divulgação)

No Orí, aparecem combinações como “Casal Perfeito”, com brigadeiro de queijo, mousse de goiabada e sorvete de nata com goiaba. Já no Megiro, a confeiteira resgata lembranças com “Aquele Pavê da Infância” e com o pudim bicolor de doce de leite e queijo com calda de acerola.

A carreira de Arouca reúne 7 prêmios internacionais: em 2025, o Origem ficou na 52ª posição do Latin America’s 50 Best Restaurants; em 2025 e 2024, Lisiane e Fabrício foram classificados no The Best Chefs Awards como World Class Chefs (duas facas); em 2024, o Origem entrou na List of The World’s Greatest Places of 2024, da Time; em 2022 e 2023, o Origem ocupou a 76ª posição no Latin America’s 50 Best Restaurants; e, em 2023, Lisiane e Fabrício entraram para o The Best Chefs Awards, na 74ª colocação.

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