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Por que CEOs e conselheiros estão repensando a forma de tomar decisões

Em um ambiente marcado por excesso de informações, mudanças rápidas e cenários imprevisíveis, a tomada de decisão se tornou um dos maiores desafios da alta liderança

Por que CEOs e conselheiros estão repensando a forma de tomar decisões

Por que CEOs e conselheiros estão repensando a forma de tomar decisões

Publicado em 24 de junho de 2026 às 15h22.

A transformação digital prometeu tornar as decisões corporativas mais precisas. Com acesso a dados em tempo real, métricas detalhadas e ferramentas avançadas de análise, empresas passaram a enxergar a informação como um dos principais ativos para reduzir riscos e aumentar a eficiência. Na prática, porém, o aumento do volume de dados não eliminou um problema central da gestão: decidir.

Segundo estudo da Oracle, mais de 70% dos líderes entrevistados afirmaram sentir-se sobrecarregados pela quantidade de informações disponíveis para embasar decisões. O levantamento também apontou que o excesso de dados pode gerar ansiedade, indecisão e dificuldades na definição de prioridades.

Quando a informação deixa de ser vantagem

A multiplicação de indicadores, relatórios e fontes de informação ampliou a capacidade analítica das organizações, mas também tornou mais complexa a tarefa de identificar o que realmente importa. Em muitos casos, a busca por mais evidências prolonga ciclos de validação e retarda decisões estratégicas.

O fenômeno, conhecido como “paralisia por análise”, ocorre quando o excesso de informações dificulta a ação. Em vez de reduzir incertezas, a abundância de dados pode ampliar dúvidas e criar a sensação de que sempre falta um elemento para a decisão ideal.

O desafio se torna ainda maior diante de um ambiente de negócios cada vez mais volátil. Mudanças regulatórias, oscilações econômicas, transformações tecnológicas e novas demandas dos consumidores exigem respostas rápidas, muitas vezes sem que todas as variáveis estejam completamente mapeadas.

A era da complexidade permanente

Se no passado era possível planejar com base em cenários relativamente estáveis, hoje líderes precisam lidar simultaneamente com fatores econômicos, sociais, ambientais e tecnológicos em constante transformação.

Nesse contexto, a tomada de decisão deixa de depender apenas de informação e passa a exigir capacidade de interpretação. Mais do que analisar números, executivos precisam compreender relações de causa e efeito, identificar tendências emergentes e avaliar impactos de longo prazo.

Estudos sobre comportamento organizacional também mostram que fatores humanos influenciam diretamente esse processo. Vieses cognitivos, excesso de confiança e aversão ao risco podem comprometer a qualidade das escolhas mesmo em empresas altamente orientadas por dados.

Discernimento como vantagem competitiva

Diante da crescente complexidade dos negócios, a qualidade das decisões está cada vez mais associada à capacidade de combinar análise técnica, visão sistêmica e compreensão do comportamento humano. Não basta ter acesso às informações: é preciso desenvolver repertório para interpretá-las e transformá-las em ação.

Essa discussão tem ganhado espaço entre CEOs, conselheiros e executivos que enfrentam decisões com impactos financeiros, organizacionais e estratégicos cada vez mais amplos. Nesse cenário, cresce o interesse por experiências de formação voltadas ao aprimoramento do julgamento e da leitura de contexto.

É essa proposta que orienta o SEER One Day, imersão da EXAME Saint Paul voltada à alta liderança. Em um encontro intensivo, o programa aborda temas como tomada de decisão, governança, comportamento humano e interpretação de cenários complexos, reunindo conceitos presentes na metodologia do SEER, programa avançado para CEOs, conselheiros e acionistas.

Quer conhecer a experiência? As inscrições para o SEER One Day estão abertas.

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