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WhatsApp também pode ser um lugar de aprendizado

Em alguns setores, como o agronegócio, o WhatsApp tem sido o canal mais eficiente de aprendizado digital

Aplicativo é o mais utilizado pelos brasileiros (Jakub Porzycki/Getty Images)

Aplicativo é o mais utilizado pelos brasileiros (Jakub Porzycki/Getty Images)

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Cláudio Machado*

23 de agosto de 2022, 19h16

O WhatsApp é o app mais acessado pelos brasileiros, é o que aponta um levantamento do Opinion Box em parceria com o Mobile Time sobre o uso de aplicativos no Brasil. O estudo também revelou que ele está presente na tela inicial de 54% dos smartphones. Mas se antes o WhatsApp era apenas um aplicativo de troca de mensagem, hoje por outro lado, seu uso vai muito além disso. Empresas de todos os segmentos utilizam o app para se comunicar com seu público.

Muito antes da pandemia começar, a digitalização já vinha mudando o mundo de forma significativa em diversos âmbitos. Mas, o isolamento acelerou ainda mais esse processo, quando os mais variados setores se viram obrigados a buscar novas formas de conversar com seu público, como foi com a educação. Antes dessa grande transformação, a sala de aula era o único local de aprendizado, hoje, as instituições de ensino entenderam que precisam buscar novos caminhos para engajar os alunos.

Nesse sentido, o WhatsApp é um ótimo canal para enviar conteúdos e compartilhar orientações pedagógicas para alunos e pais. Apesar dessa não ser a situação ideal, ela com certeza foi muito útil durante a pandemia. E, hoje, muitas outras instituições entenderam que o aplicativo pode ser a interface ideal para aplicar cursos livres de curta duração para os seus usuários, afinal, existem inúmeras facilidades.

Como o aplicativo já vem instalado na maioria dos celulares e o público, de maneira geral, tem familiaridade com a ferramenta, eles têm autonomia para escolher o melhor momento para acessar os treinamentos sem maiores problemas — como no transporte —, além, é claro, do alto alcance geográfico, visto que, mesmo sem uma boa internet, é possível acessá-lo e, em alguns casos, as operadoras não descontam o uso do aplicativo dos dados móveis.

E para alguns setores, como o agronegócio, o WhatsApp tem sido o canal mais eficiente de aprendizado. Uma das principais possibilidades, que nem sempre é lembrada ou considerada importante, é que os profissionais envolvidos nesse segmento também precisam de capacitação e, muitas vezes, precisam fazer isso com menos recursos, sejam eles financeiros ou mesmo tecnológicos. A grande pergunta é: como fazer o conhecimento chegar a essas áreas? Nesse caso o WhatsApp pode ser o melhor, e talvez único meio de acesso desses trabalhadores. Assim, essa nova possibilidade cai como uma luva e facilita o dia a dia deles.

Esses cursos costumam ocorrer de duas maneiras. Por chatbot, em que o acesso é feito direto no WhatsApp e os conteúdos são organizados para obedecer o comando do aluno, por exemplo: digite 1 caso queira receber o vídeo do conteúdo, digite sim se quiser ter acesso a fotos etc. Ou cursos com mediação em grupos de WhatsApp. Nesse caso, é criado um grupo temático, com hora e dia para começar e terminar, onde os facilitadores enviam conteúdos, fazem questionamentos e, em determinados momentos, abrem para que os participantes enviem suas respostas e dúvidas, procedendo com a mediação.

O fato é que os cursos pelo WhatsApp podem ser um ótimo caminho de aprendizado. Além do mais, eles são ancorados no conceito de microlearning, que é um método de aprendizagem baseado em treinamentos curtos e de formato interativo. Ou seja, na prática a solução consiste em sintetizar e fragmentar os assuntos em vídeos, podcasts, tutoriais, quizzes, jogos e infográficos, para que possam ser consumidos e assi­milados de forma rápida. Isso aumenta consideravelmente a taxa de participação dos alunos e a retenção de conhecimento que, no final do dia, é o principal objetivo de qualquer treinamento.

*Cláudio Machado é líder técnico do DOT Digital Group, edtech do mercado de educação corporativa digital

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