Vida longa e próspera para Jornada nas Estrelas, que chega à décima série

Strange New Worlds entra para o streaming Paramount+ em maio, em uma realidade anterior à da Enterprise do capitão Kirk
 (Divulgação/Paramout+)
(Divulgação/Paramout+)
Por BússolaPublicado em 16/04/2022 11:00 | Última atualização em 16/04/2022 09:50Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Por Danilo Vicente*

Nunca fui a uma convenção trekker, mas, confesso, até gostaria. Sou fã de Jornada nas Estrelas (ou Star Trek, como em anos recentes se convencionou chamar) desde criança. Já assisti aos filmes originais, com o trio James T. Kirk, Spock e o médico Leonard McCoy, bem mais que algumas dezenas de vezes. E agora me deparo com mais uma oportunidade de aproveitar todo este universo (bom termo para quem viaja à velocidade da luz). Chega no início de maio a décima série ligada à Jornada nas Estrelas.

Star Trek: Strange New Worlds se passa em um período anterior à série clássica e recupera personagens do programa-piloto que acabou recusado pelo estúdio Paramount na época. Aliás, importante, a nova série estará disponível no serviço de streaming Paramount+.

Outro trio assume o protagonismo, claramente seguindo a fórmula original. Serão capitão Pike, o comandante Spock (outro, não o famoso) e o doutor MBenga, que fez aparições rápidas na série original.

Jornada nas Estrelas estreou em 1962 na televisão americana. Com o tempo, tornou-se fenômeno e criou toda uma cultura, em meio a uma legião de aficionados, em especial pela mensagem de paz e união. Mas não só por isso.

Importante sempre foi a mistura de povos, terráqueos ou não. Em plena Guerra Fria, a nave Enterprise chegava com um alferes soviético (Chekov), o piloto japonês Hikaru Sulo e uma oficial de comunicações negra (Tenente Uhura) — e com muitos seres de outros planetas unidos e sendo amigos. Claro, tudo isso em meio a aventuras, socos e tiros de raios laser, tecnologia… no espaço.

Com o sucesso, a Paramount apostou em um retorno, mas no cinema: foram seis filmes entre o final dos anos 1979 e 1994. Estes que eu adoro.

Aí veio A Nova Geração, com outro comandante: Jean-Luc Picard, ao contrário de Kirk, um perfil mais intelectual e menos “mão na massa” (ou na cara dos adversários). Demorou a cair no gosto popular (no meu ainda não), mas hoje há até uma série spin-off sobre ele.

Ainda vieram Deep Space Nine, Voyager e Enterprise. E, após um hiato, Discovery reabriu a fila, que ainda tem Picard (esse spin-off sobre o capitão), Prodigy (animação), Lower Decks (também desenho) e agora Strange New Worlds.

Jornada nas Estrelas consegue, assim, a façanha de ter cinco séries em cartaz em uma mesma temporada (uma sexta, chamada Seção 31, vem por aí) — todas lançando novos episódios neste momento.

“Vida longa e próspera”, a saudação dos vulcanianos imortalizada por Spock ao levantar a mão e exibir a palma para o interlocutor, separando o dedo médio do anelar, resume bem Jornada nas Estrelas.

*Danilo Vicente é sócio-diretor da Loures Comunicação

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame. 

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