Saúde fiscal na pandemia: margem cada vez menor

Analista político comenta os desafios da equipe econômica para manter as contas públicas em ordem com antigos e novos gastos contra crise

O TCU deu folga, em dezembro, ao governo federal autorizando que R$ 30 bilhões em restos a pagar migrassem de 2020 para 2021, mas obrigou a inclusão desse montante no Orçamento Geral da União deste ano, quando devem ser quitados com recursos correntes. Ou seja, o problema foi adiado mas não resolvido.

Agora o Congresso pressiona para gastar pelo menos mais R$ 25 bilhões com auxílio emergencial, valor que se junta aos restos a pagar. O Parlamento pode ser um pouco mais generoso ou menos. Na soma, a equipe econômica tem de encontrar mais de R$ 50 bilhões para manter a casa em ordem. E já tinha pouca margem.

Estamos ainda em fevereiro, com uma pandemia que caminha para ceifar a vida de 250 mil brasileiros, interfere na rotina das pessoas, fecha o comércio, impede a prestação de serviços e deixa a cadeia de produção da indústria com falta de insumos.

Ainda existe expectativa de empresas de adiar pagamento de impostos, pedidos de ajuda para custear a folha de pessoal e desempregados torcendo pela retomada das ofertas de vagas. As receitas usadas no passado para aplacar a crise vão sendo recicladas.

O problema é que o dinheiro gasto virou dívida pública. Não volta mais. Muito desperdício foi promovido em nome da urgência. O encontro desta sexta entre Paulo Guedes, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira pode evitar os erros da falta de diálogo e da pressa, inimiga da perfeição e amiga da dissipação.

*Analista político da FSB Comunicação

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