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57% aceitam IA no recrutamento, mas 44% temem eliminação injusta

Levantamento com 1014 trabalhadores revela receio de erros, eliminação automática e redução do contato humano no recrutamento

Brasileiros aceitam o uso de IA no recrutamento, mas defendem transparência e participação humana nas decisões de contratação (Andrey_Popov/Shutterstock)

Brasileiros aceitam o uso de IA no recrutamento, mas defendem transparência e participação humana nas decisões de contratação (Andrey_Popov/Shutterstock)

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Publicado em 18 de agosto de 2026 às 07h00.

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57% dos brasileiros são favoráveis ao uso de inteligência artificial no recrutamento. Volume considerável, mas a condição é clara: são os humanos que devem tomar decisões.

A pesquisa do Indeed, plataforma especializada na procura de empregos, revelou que 44% afirmam ter receio de serem eliminados automaticamente sem uma avaliação justa.

O caso é plausível, uma vez que a IA não faz considerações avançadas antes de filtragens.

A pesquisa, que entrevistou 1014 trabalhadores brasileiros, também indica:

  • 37% temem que a tecnologia cometa erros ao avaliar candidatos,
  • 42% demonstram preocupação com a redução do contato humano durante o recrutamento,
  • 41% gostariam que as empresas deixassem claro quais etapas são conduzidas por IA,
  • 34% dizem querer entender exatamente como a tecnologia é utilizada.

"Os dados mostram que eficiência, sozinha, já não basta. À medida que a IA ganha espaço no recrutamento, cresce também a expectativa dos candidatos por processos mais transparentes. Para as empresas, isso significa que a adoção da inteligência artificial precisa vir acompanhada de boas práticas, como deixar claro onde a tecnologia é utilizada.", diz Lucas Rizzardo, diretor de vendas do Indeed no Brasil.

O debate deixou de ser sobre adoção

Mesmo entre os entrevistados que dizem não apoiar o uso da IA pelas empresas durante processos seletivos, 57% utilizam a tecnologia em pelo menos uma etapa da própria busca por emprego.

Apenas 24% acreditam que a inteligência artificial não deveria participar de nenhuma fase do recrutamento.

76% dos entrevistados aceitam algum nível de participação da IA no processo seletivo, principalmente em atividades operacionais.

O apoio cai drasticamente, porém, quando a tecnologia passa a tomar decisões: apenas 6% desse grupo apoiam que a inteligência artificial seja responsável pela decisão final de contratação.

“Os resultados indicam que a resistência não está necessariamente na tecnologia, mas na autonomia que ela deve ter durante o recrutamento. Para muitos, a IA é bem-vinda quando serve para aumentar a eficiência do processo, desde que o julgamento humano continue presente nos momentos decisivos”, conclui Rizzardo.

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