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Profissionais 50+ já ocupam 47% das posições C-Level

Experiência profissional se concentra nas posições de maior complexidade e responsabilidade estratégica, segundo levantamento

Profissionais 50+ ocupam 47% das posições C-Level analisadas pela Plongê entre janeiro de 2024 e agosto de 2026 (Gorgev/Shutterstock)

Profissionais 50+ ocupam 47% das posições C-Level analisadas pela Plongê entre janeiro de 2024 e agosto de 2026 (Gorgev/Shutterstock)

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Publicado em 22 de setembro de 2026 às 13h00.

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A busca por maturidade profissional, repertório acumulado e capacidade de gestão em momentos de incerteza tem ampliado o espaço de profissionais com mais de 50 anos nas decisões de contratação para a alta liderança.

Levantamento realizado pela Plongê, consultoria especializada em Executive Search, mostra que 47% das colocações para cargos C-Level realizadas pela consultoria entre janeiro de 2024 e agosto de 2026 foram ocupadas por profissionais dessa faixa etária.

Profissionais 50+ se concentram na alta liderança

O estudo analisou 82 contratações de executivos no período e mostra uma concentração dos profissionais mais experientes em posições de maior complexidade e responsabilidade estratégica.

Entre os profissionais com 50 anos ou mais contratados pela consultoria, 87,5% assumiram postos de alta liderança, incluindo posições como CEO, CFO, Vice-Presidência de Supply Chain, diretorias estratégicas e assentos em Conselhos de Administração.

Governança familiar concentra profissionais mais experientes

A concentração também aparece quando se observa o perfil das empresas contratantes. Entre os profissionais 50+ colocados no período, 56%, estão associados à persona Governança Familiar. Na base completa de contratações da Plongê, essa categoria representa 41% dos placements.

Considerando que a Plongê atua fortemente junto às famílias empresárias, os dados reforçam que esse é um perfil apreciado, especialmente em contextos que envolvem sucessão, estruturação da governança, transformação e interlocução com acionistas.

“A experiência não deve ser entendida como um critério de idade, mas como repertório construído ao longo da carreira. Em determinadas posições, especialmente quando há transformação, sucessão ou maior complexidade na relação entre acionistas e gestão, ter vivido diferentes ciclos de negócio pode ampliar a capacidade do executivo de interpretar cenários e tomar decisões”, afirma Renata Fabrini, sócia-fundadora da Plongê.

Experiência ganha relevância em posições de maior complexidade

Os dados não indicam uma preferência generalizada por executivos mais experientes, mas apontam que a experiência ganha relevância em posições que exigem gestão de riscos, liderança de transformações e capacidade de transitar por cenários complexos.

O recorte de gênero acrescenta outra perspectiva à análise. Dos 16 profissionais 50+ contratados no período, 12 são homens e quatro são mulheres, uma proporção de 75% e 25%, respectivamente. Na base completa de contratações desde 2024, as mulheres representam aproximadamente 40% das colocações.

Embora o número de profissionais 50+ seja pequeno para permitir conclusões, a diferença aponta para a importância de acompanhar, em futuras análises, se a experiência profissional de homens e mulheres acima dos 50 anos é reconhecida de forma semelhante nos processos de contratação executiva.

São Paulo concentra colocações de executivos seniores

Geograficamente, o estado de São Paulo concentrou 69% das colocações de executivos seniores no período. Serviços Financeiros e Holdings, juntos, responderam por 40% das posições mapeadas.

Para a Plongê, os dados mostram que existe uma oportunidade em reconhecer que idade não define potencial e energia, e que a trajetória profissional tem valor relevante  na composição da alta liderança, especialmente quando as organizações enfrentam momentos que exigem capacidade de decisão, interlocução com diferentes stakeholders e repertório para lidar com situações de maior complexidade.

O levantamento também evidencia que ampliar as oportunidades para profissionais experientes ao longo de diferentes níveis da organização e acompanhar as diferenças de gênero nessa faixa etária permanecem temas relevantes para empresas, áreas de Recursos Humanos e Conselhos de Administração.

 

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