Pesquisa revela que instituições de ensino são pivô na consciência dos jovens em relação às mudanças climáticas (Jacobs Stock Photography LTD/Getty Images)
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Publicado em 26 de março de 2026 às 13h00.
Em todo o mundo, 83,8% dos estudantes reconhecem a urgência das mudanças climáticas, mas apenas 21,4% adotam comportamentos sustentáveis. Os jovens de 10 a 18 anos se preocupam, mas ainda não cumprem papel consistente na mitigação das mudanças climáticas.
A Pesquisa Global de Ansiedade Climática K–12 entrevistou 5 mil estudantes em 25 países e revelou que a origem da pouca participação pode ter origem na falta de estímulo. Menos da metade dos jovens (47,7%) acredita que suas ações podem fazer diferença.
O relatório da International Schools Partnership (ISP) mostrou que 42% dos estudantes acreditam que suas instituições de ensino fazem o suficiente para enfrentar as mudanças climáticas; índice que sobe para 61% entre os alunos que participam ativamente de projetos ambientais e educativos sobre o assunto
Ele cai para 38% entre os que não participam de atividades de letramento sobre o tema – uma diferença que evidencia o impacto direto da vivência prática na percepção dos estudantes.
Os dados indicam que o contato com iniciativas concretas fortalece não apenas a visão sobre o papel da escola, mas também a confiança dos jovens em sua própria capacidade de gerar impacto.
“Estudantes engajados tendem a apresentar maior senso de responsabilidade coletiva, e mais otimismo e confiança em relação ao futuro”, diz Santuza Bicalho, managing director da ISP no Brasil.
Segundo Santuza, a participação em atividades estruturadas ajuda a transformar preocupação em ação, promovendo protagonismo estudantil na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
“O resultado reforça que a conscientização, por si só, não é suficiente para gerar mudanças, é a experiência prática que impulsiona comportamentos mais sustentáveis e duradouros”.
“Nosso papel como educadores não é apenas explicar o mundo que os estudantes estão herdando, mas capacitá-los com confiança e protagonismo para transformá-lo”, afirma Rachel Mitchell, head de ESG do grupo ISP.
“Quando a sustentabilidade é vivenciada por meio da ação, e não apenas ensinada na teoria, ela fortalece o bem-estar, a aprendizagem e as competências de longo prazo”, conclui.