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Operadora de energia planeja ser a primeira ‘AI First’ do Brasil

Com crescimento de cinco vezes em um ano, empresa coloca inteligência artificial no centro da operação para ganhar escala e vantagem competitiva

Davi, a IA proprietária da Bow-e (Bow-e YouTube/Reprodução)

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Publicado em 30 de março de 2026 às 07h00.

Encerrando 2025 com um crescimento de 500%, faturando R$10 milhões mensais, a Bow-e aproveita o vento a favor para colocar em ação um plano inédito: ser a primeira empresa de geração distribuída do Brasil a operar sob um modelo AI First.

Isso significa que ela irá integrar a tecnologia de inteligência artificial de maneira estrutural, criando múltiplos agentes de IA, com diferentes LLMs e fontes variadas de dados. O objetivo é automatizar entre 80% e 100% das tarefas manuais das áresas de vendas, atendimento e cobrança até o segundo semestre deste ano.

“A energia sempre foi tratada como commodity. O que estamos fazendo é usar inteligência artificial para transformar eficiência operacional em vantagem competitiva real, o que será imprescindível com a abertura total do mercado livre de energia, por exemplo”, afirma Ciro Neto, novo CEO que chegou como parte do projeto.

Como a empresa vai garantir o sucesso da empreitada?

A começar pela chegada de Ciro, a Bow-e desenhou uma estratégia de ponta a ponta, mirando a potencialização dos resultados observados em 2025:

  • Total de 15 mil clientes ativos
  • Clientes economizaram R$33 milhões em suas contas de energia

Para 2026, a expectativa é adicionar mais 30 mil clientes à base, ultrapassar R$30 milhões de faturamento mensal e gerar R$57 milhões em economia anual para os consumidores atendidos.

Para continuar o movimento, a empresa dividiu a implementação do AI First em um cronograma baseado nas especificidades das áreas selecionadas em relação a toda a operação. A automatização será realizada na seguinte ordem:

  • Inside Sales até junho, 
  • Serviço até julho,
  • Cobrança até setembro.

“Estamos estabelecendo prazos claros pela frente porque queremos capturar ganho de produtividade de forma estruturada. A IA precisa impactar receita, margem e experiência do cliente, caso contrário, acaba se tornando apenas um discurso”, enfatiza o executivo.

A experiência que sustenta a virada

Antes de assumir o desafio na Bow-e, Ciro Neto participou da consolidação da 2W entre as dez maiores comercializadoras varejistas independentes do país. 

No Grupo Auren, esteve envolvido em processos relevantes de aquisição e contribuiu para posicionar a companhia entre as cinco maiores comercializadoras varejistas do Brasil.

Pensando na sua experiência como chave para a estratégia, o executivo afirma que “o objetivo aqui não é apenas crescer. É crescer com um modelo que seja replicável, escalável e baseado em tecnologia. Queremos ser reconhecidos como a primeira operadora de geração distribuída verdadeiramente AI First do Brasil.”

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