Idosos contratam planos de saúde online (Marina April/Shutterstock)
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Publicado em 21 de abril de 2026 às 07h00.
A digitalização do mercado de saúde privada começa a revelar uma mudança estrutural no perfil do consumidor brasileiro, especialmente entre a população mais velha.
O país possui hoje cerca de 53,3 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares, o equivalente a aproximadamente 25% da população.
Dentro desse universo, o avanço da presença de idosos é um dos movimentos mais relevantes: 7,9 milhões de usuários têm mais de 60 anos, representando cerca de 15,4% da base total.
O Brasil já reúne mais de 32 milhões de pessoas nessa faixa etária, e a expectativa de vida alcançou 76,6 anos, ampliando a demanda por serviços médicos e pressionando o sistema de saúde a se adaptar a uma população mais longeva, com maior necessidade de acompanhamento e tratamentos contínuos.
Plataformas digitais de comparação e contratação de planos começam a ganhar protagonismo na jornada de escolha do consumidor. Levantamento do Marketplace especializado em planos de saúde, mostra que 35,7% das cotações realizadas no último mês incluíram ao menos 1 beneficiário com mais de 60 anos
O dado indica que mais de 1 em cada 3 interessados em contratar cobertura privada pertence à terceira idade.
O movimento aproxima o processo de escolha de um modelo de marketplace, no qual diferentes opções podem ser avaliadas de forma rápida e transparente.
Para Victor Reis, sócio fundador da Click Planos, o comportamento mostra que a 3ª idade começa a adotar um padrão de consumo digital semelhante ao observado em outros setores.
“Os consumidores acima de 60 anos estão mais digitais e passaram a assumir um papel ativo na escolha do plano de saúde. Eles pesquisam, comparam alternativas e analisam melhor as condições antes de contratar, o que aumenta a exigência por transparência e qualidade das informações”, afirma.
O Marketplace de Planos de Saúde que comparam os melhores preços, começa a ganhar espaço em um setor historicamente marcado por processos presenciais, e pouca transparência na análise de diferentes ofertas.
Ao reunir informações sobre cobertura, rede credenciada, carências e preços em um único ambiente, esses sistemas permitem que o consumidor visualize opções de forma mais estruturada antes de tomar uma decisão.
Para Reis, a tendência deve se intensificar à medida que a população envelhece e amplia sua familiaridade com ferramentas digitais.
“A comparação se tornou uma etapa essencial no processo de decisão. No caso dos planos de saúde, isso é ainda mais relevante porque envolve custo, cobertura e segurança no longo prazo, exigindo escolhas mais conscientes e bem informadas”, afirma.
Com o avanço do acesso digital e o envelhecimento da população, especialistas apontam que plataformas de comparação tendem a se tornar cada vez mais presentes no processo de contratação de planos de saúde no país.