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Chinesa Z.ai diz que novo modelo supera Claude Mythos 5 em teste de segurança

GLM-5.3 marcou 84,5% em benchmark que mede identificação de falhas, acima da Anthropic. Mas ficou 24 pontos atrás quando o teste exige explorar a vulnerabilidade encontrada

 (Imagem gerada por IA/Exame)

(Imagem gerada por IA/Exame)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 14 de agosto de 2026 às 10h59.

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A chinesa Z.ai, também conhecida como Zhipu, lançou nesta sexta-feira, 14, o modelo GLM-5.3, afirmando ter superado o Mythos 5, da Anthropic, em um teste de referência de segurança cibernética.

Segundo a empresa, o modelo alcançou taxa de sucesso de 84,5% no CyberGym, que mede a capacidade de identificar e validar falhas de segurança a partir do código-fonte. O Mythos marcou 83,8%, e o GPT-5.6 Sol, da OpenAI, 83,6%.

Os números são da própria Z.ai e não foram verificados de forma independente.

A diferença que o outro teste revela

O modelo chinês, porém, não acompanhou os concorrentes americanos no ExploitBench — teste que mede não apenas a identificação da falha, mas o quanto o modelo consegue avançar na cadeia de exploração dessa vulnerabilidade.

Ali, o GLM-5.3 marcou 54,4%, contra 78% do Mythos e 76,5% do GPT-5.6 Sol.

A distinção importa. Detectar uma vulnerabilidade em potencial é uma coisa; produzir de forma confiável um ataque funcional a partir dela é outra — e foi justamente essa segunda capacidade que tornou o Mythos disruptivo o suficiente para o governo americano tentar restringir o acesso a ele, por meio de uma diretriz de controle de exportação depois revogada.

Aberto contra restrito

O contraste não está só no desempenho. O GLM-5.3 é um modelo de código aberto, disponível para download e adaptação por qualquer desenvolvedor.

O Mythos 5, ao contrário, tem acesso restrito. A Anthropic lançou o modelo em abril, dentro do Project Glasswing, liberando-o apenas a 12 organizações parceiras — entre elas Amazon, Apple, Broadcom, Cisco, CrowdStrike, Linux Foundation, Microsoft e Palo Alto Networks —, além de outras 40 organizações que o usam para encontrar e corrigir vulnerabilidades.

À época, a empresa afirmou que o modelo já havia encontrado milhares de vulnerabilidades de dia zero de alta severidade, muitas delas com mais de uma década de existência. A própria Anthropic descreveu o sistema como capaz de identificar e explorar falhas em sistemas operacionais e navegadores de grande alcance.

Uma corrida que a Anthropic previu

O lançamento da Z.ai confirma uma expectativa que a própria empresa americana já havia expressado: a de que outras companhias desenvolveriam modelos de classe Mythos em um prazo de seis a doze meses.

Não é o primeiro movimento chinês nessa direção. O GLM-5.2, versão anterior lançada sob licença aberta MIT, já havia superado o Claude Opus e o GPT-5.5 em tarefas de detecção de um tipo específico de falha de acesso a dados, segundo pesquisadores da empresa de segurança Semgrep.

Outra companhia chinesa, a 360 Security Technology, anunciou um sistema multiagente batizado de Tulongfeng — chamado pelo próprio fundador, Zhou Hongyi, de "a versão chinesa do Mythos", segundo a Forbes.

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