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CDI x IPCA: o que saber antes de investir em um fundo imobiliário 

Especialista explica as diferenças para investidores que buscam entender como escolher as melhores opções em fundos de recebíveis, os chamados ‘fundos de papel’

Diversificação entre FIIs baseados em IPCA e FIIs baseados em CDI pode ser chave para segurança financeira (Getty Images/Reprodução)

Diversificação entre FIIs baseados em IPCA e FIIs baseados em CDI pode ser chave para segurança financeira (Getty Images/Reprodução)

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Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 13h00.

É sábio, para qualquer investidor, rever as estratégias em tempos de instabilidade. E com um cenário econômico marcado por oscilações frequentes na taxa de juros e na inflação, torna-se necessário o entendimento das diferentes formas de renda passiva.

Tratando-se de Fundos Imobiliários (FIIs) atrelados ao CDI e ao IPCA, a pesquisa apurada é vital. Com o objetivo de lançar luz às particularidades dos populares “fundos de papel” em ambas as opções, conversamos com especialista do Devant Asset .

Por que “Fundos Imobiliários de papel”?

Dentre as alternativas do mercado financeiro, os Fundos Imobiliários de recebíveis, conhecidos como “fundos de papel”, conseguem combinar renda passiva recorrente com pouca volatilidade.

  • O principal benefício é a oferta de previsibilidade aos seus cotistas, mesmo em cenários de volatilidade. Por isso a popularidade.

Os FIIs de papel investem em títulos de crédito imobiliário, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que podem ser indexados ao CDI ou ao IPCA. E o comportamento deles oscila de acordo com o cenário econômico. 

O sócio e gestor da Devant Asset, Christiano Moreira destaca algumas características e comportamentos desses ativos:  

FIIs de papel: CDI x IPCA

“Os Fundos Imobiliários que investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários indexados ao CDI tendem a performar melhor em ambientes de juros elevados. A rentabilidade desses fundos acompanha a taxa básica de juros da economia, proporcionando retornos mais imediatos. Porém, em períodos de queda da Selic, a rentabilidade desses fundos pode diminuir.” 

“Já os fundos com CRIs indexados ao IPCA oferecem proteção contra a inflação, preservando o poder de compra dos investidores no longo prazo. Estes fundos são particularmente atrativos em cenários de inflação elevada, mesmo que os juros estejam em patamares mais baixos”, explica. 

Segundo o gestor, o importante é que, antes de decidir em qual tipo de fundo optar, o investidor leve em conta alguns fatores, como o prazo de investimento, o atual cenário econômico e sua atual tolerância ao risco. 

Investidores que buscam retornos mais imediatos podem se inclinar para fundos indexados ao CDI, enquanto aqueles preocupados com a preservação do poder de compra no longo prazo podem preferir fundos atrelados ao IPCA. Outra opção no mercado são os FIIs que contam com os dois indexadores em seu portfólio, combinando ativos indexados ao CDI e ao IPCA.”

Diversificação é a chave

Na visão do especialista, a diversificação cumpre um papel de extrema importância na carteira de investimentos

“Manter uma carteira resiliente e diversificada, que combine ativos atrelados tanto ao CDI quanto ao IPCA, permite navegar melhor pelos ciclos econômicos, protegendo o investidor das oscilações e maximizando as oportunidades”, explica.

O gestor também considera fundamental que os investidores avaliem os riscos associados a cada tipo de fundo, já que ambos possuem condições específicas. 

“Os fundos de CDI estão sujeitos a riscos de crédito, ou seja, à possibilidade de inadimplência dos emissores dos títulos. Já os FIIs indexados ao IPCA podem ser impactados se houver queda na inflação, reduzindo sua rentabilidade real”, conclui.



 

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