Hailey Bieber: modelo lançou a marca em junho de 2022 (Rhode/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14h42.
O setor de beleza deixou de ser apenas um mercado guiado por tendências de consumo para se tornar um dos focos mais disputados das mesas de negociação em Wall Street.
Em 2025, a venda da Rhode, marca de cuidados com a pele cofundada por Hailey Bieber, por US$ 1 bilhão simbolizou esse movimento. À frente da operação esteve Fei-Fei Zhang, diretora-gerente do JPMorgan Chase e principal executiva do banco para o setor de beleza na América do Norte. As informações foram retiradas de Business Insider.
Impulsionado por redes sociais, marcas nativas digitais e novos hábitos de consumo, o setor global de beleza entrou definitivamente no radar de investidores estratégicos e fundos de private equity. Segundo projeções da McKinsey citadas na matéria, o mercado pode se aproximar de US$ 600 bilhões até 2030.
Para Zhang, esse crescimento não ocorre apenas pela força do marketing, mas por fundamentos financeiros que tornam o setor atraente: recorrência de consumo, margens elevadas, geração consistente de caixa e resiliência ao longo dos ciclos econômicos, características valorizadas em decisões de alocação de capital.
Como líder da vertical de beleza no JPMorgan, Zhang assessorou uma sequência de operações bilionárias que ajudaram a consolidar o setor. Além da venda da Rhode para a e.l.f. Beauty, anunciada em maio de 2025, ela também participou da venda da britânica Medik8 para a L’Oréal por mais de US$ 1 bilhão poucas semanas depois.
Outro movimento relevante foi a assessoria à Mammoth Brands, criada pelos fundadores da Harry’s, na aquisição da marca de fraldas Coterie, marcando a entrada do grupo no mercado de cuidados infantis. As operações refletem uma estratégia clara de expansão de portfólio por meio de marcas com forte identidade e potencial de escala.
Segundo Zhang, aquisições sempre foram centrais na indústria da beleza, mas o momento atual é marcado por maior rigor na análise. Após o pico de M&A observado em 2021, compradores passaram a adotar critérios mais exigentes.
Empresas e fundos avaliam escala, trajetória de crescimento, rentabilidade, histórico da marca e capacidade de sustentar resultados no longo prazo. Para o private equity, o setor segue atraente, mas a lógica mudou: menos apostas baseadas apenas em crescimento acelerado e mais foco em eficiência operacional e geração de valor consistente.
A transação da Rhode reflete a abordagem do JPMorgan de acompanhar empresas ao longo de todo o ciclo de vida. Antes da venda, o banco já atuava como parceiro financeiro da marca por meio de sua área de banco comercial, apoiando o crescimento inicial.
Segundo Zhang, essa proximidade permite que o banco atue não apenas como executor da venda, mas como assessor estratégico, ajudando fundadores e investidores a avaliar o momento ideal para uma transação e a estrutura mais adequada para maximizar valor.
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