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61% dos profissionais operam IA como iniciantes, diz pesquisa

O estudo, realizado com 382 profissionais, evidencia uma baixa automação nas médias e grandes empresas

Maturidade ainda é inferior nas empresas brasileiras  (Stock-Asso/Shutterstock)

Maturidade ainda é inferior nas empresas brasileiras  (Stock-Asso/Shutterstock)

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Publicado em 15 de maio de 2026 às 07h00.

Avaliando 382 profissionais de diferentes níveis hierárquicos, a pesquisa do Templo, empresa de desenvolvimento de soluções em IA, concluiu que 61% ainda operam abaixo do nível intermediário de maturidade.

O dado indica que, embora o acesso às ferramentas tenha se democratizado, o principal desafio agora está na aplicação estruturada da tecnologia dentro das organizações. Para Herman Blesser, CEO do Templo:

“As empresas já deram o primeiro passo, que é o acesso à inteligência artificial. O desafio agora é transformar esse uso individual em ganho coletivo, com impacto direto na operação e nos resultados do negócio”

O que falta para uma operação com IA efetiva?

Segundo o estudo da Templo, é preciso intensificar a automação. Com avaliação de 35,0, de 100 pontos possíveis, este ponto crítico foi o mais baixo entre todas as dimensões analisadas. 

  • O uso de IA ainda está concentrado em tarefas pontuais e manuais, sem integração aos fluxos de trabalho das empresas. 

Junto à automação, o baixo desempenho em equipes ligadas diretamente à receita também é fator agravante da ineficiência da tecnologia. 

Entre os times avaliados, os que aparecem com pior desempenho menor são os times de Comercial/Vendas (47,4) e Revenue Management (43,9). 

Quais profissionais têm melhor utilizado a inteligência artificial? A pesquisa sugere áreas como Recursos Humanos (61,0) e Educação corporativa (61,3) que lideram o ranking e são  impulsionadas por casos de uso mais claros e estruturados. 

Outros dos principais problemas operacionais de IA são:

Uso concentrado em poucas ferramentas 

O estudo também aponta alta concentração no uso de plataformas: 84% dos profissionais utilizam principalmente Copilot, Google Gemini e ChatGPT

Ferramentas voltadas à automação e integração, como Zapier e Power Automate, foram mencionadas por apenas 2,9% dos respondentes. 

Comportamento vs. déficits técnicos

Foi revelada uma assimetria: os profissionais apresentam postura adequada diante da inteligência artificial, mas carecem de base técnica para converter essa disposição em resultado. 

As dimensões comportamentais lideram o ranking.  

  • Cultura de Inovação (67,9) e Ética no Uso (65,1) estão entre os pontos mais altos,
  • Automação de Workflows (35,0) e Conhecimento Conceitual (44,6) figuram com avaliações críticas. 

O score médio geral da amostra foi de 55,6 em 100 pontos — um número que situa as empresas brasileiras em uma zona de transição: além do uso esporádico, mas ainda distantes da integração estratégica. 

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