Colaboradores interagem em ambiente de trabalho saudável, promovendo empatia e cooperação (PeopleImages/Shutterstock)
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Publicado em 1 de junho de 2026 às 13h00.
Durante muito tempo, amor e trabalho pareceram pertencer a universos incompatíveis. Mas a ciência das emoções aponta em outra direção: emoções positivas influenciam diretamente competências humanas essenciais para ambientes profissionais mais saudáveis, colaborativos e sustentáveis.
Para a pesquisadora, PhD e psicóloga americana Barbara Fredrickson, o amor não é apenas um sentimento romântico ou duradouro.
É uma experiência emocional positiva momentânea, vivida em micromomentos de conexão genuína entre pessoas. E esses pequenos momentos têm impacto direto na capacidade humana de enfrentar adversidades.
Com a implementação da nova NR-1, empresas passam a enfrentar o desafio de promover ambientes psicologicamente mais seguros, saudáveis e sustentáveis.
Nesse contexto, emoções positivas como o amor ganham relevância por influenciarem diretamente a qualidade das relações humanas e o bem-estar no trabalho.
Conversamos com a psicóloga Deborah Dubner para entender como, à luz da ciência das emoções, as capacidades humanas fortalecidas pelo amor podem contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros:
Emoções positivas ampliam a capacidade de perceber situações de maneira mais abrangente, integrando perspectivas aparentemente contraditórias.
Quando experimentamos amor, tendemos a pensar de forma mais flexível, enxergar outras possibilidades e nos conectar melhor com os outros.
O amor, ao favorecer abertura e relações mais seguras, amplia a flexibilidade emocional e cognitiva, fortalecendo a capacidade de adaptação, escuta e construção coletiva diante dos desafios do trabalho.
Emoções positivas ajudam a reduzir parcialmente os efeitos fisiológicos dos estados emocionais negativos, aceleram a recuperação após estresse e restauram energia psicológica.
Dessa forma, ajudam a construir resiliência para criar soluções práticas e criativas ao lidar com adversidades e desafios.
Pessoas emocionalmente conectadas ao ambiente e às relações de trabalho tendem a apresentar maior envolvimento, senso de pertencimento e disposição para colaborar de forma significativa com objetivos coletivos.
Relações baseadas em confiança, acolhimento e respeito ajudam o cérebro e o corpo a saírem do estado constante de alerta, favorecendo uma regulação emocional mais saudável.
O amor, ao favorecer ambientes mais abertos e confiáveis, amplia a abertura mental estimula a criatividade, a inovação e a construção coletiva de soluções.
Emoções positivas favorecem maior abertura ao diálogo, à aprendizagem, à escuta e às diferenças.
Em ambientes emocionalmente seguros, a equipe tende a apresentar menos posturas defensivas e maior disposição para colaborar, inovar e construir soluções coletivas.
Pessoas emocionalmente conectadas tendem a apresentar maior entusiasmo, envolvimento e capacidade de sustentar desafios ao longo do tempo.
O amor, na forma de presença, escuta e consideração pelo outro, ajuda a construir relações profissionais mais confiáveis e cooperativas.
O amor, na forma de empatia, escuta e consideração genuína, ajuda a criar relações profissionais menos defensivas, reduz o medo constante de julgamento ou exclusão e favorecendo maior segurança psicológica nas equipes.
Em um mundo corporativo cada vez mais automatizado, competências humanas tornam-se ativos estratégicos.
Nesse contexto, o amor deixa de ser apenas um conceito afetivo e passa a ser compreendido também como uma experiência emocional capaz de fortalecer relações, ampliar recursos psicológicos e tornar ambientes de trabalho mais saudáveis, criativos e sustentáveis.