Flávio: o senador afirmou que partidos de centro não vão apoiar o PT nem no primeiro e nem no segundo turno (Edilson Rodrigues//Agência Senado)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 16h22.
Última atualização em 11 de fevereiro de 2026 às 16h38.
O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira, 11, que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seria um ótimo nome para a vice de sua chapa presidencial.
"O Zema seria um ótimo nome para vice, mas não estou fazendo um convite agora porque respeito o Novo por lançar ele como pré-candidato", disse durante painel na CEO Conference do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME).
No evento, Flávio disse que não fez nenhum convite formal para Zema e negou que ele já tenha dado uma negativa.
"Nós temos que ver se os projetos e princípios encontram alguma convergência", afirmou.
O senador afirmou que o mineiro realiza um excelente trabalho em Minas Gerais, além de citar outros nomes da direita do estado, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Como mostrou a EXAME, aliados do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) articulam com partidos de centro-direita em busca de um vice que amplifique o nome de Flávio.
O nome de Romeu Zema foi citado pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, mas o governador disse para interlocutores de Flávio que ainda há muita "água para rolar" até qualquer indefinição.
Questionado sobre a busca por apoio, Flávio afirmou que conversa com todos os partidos de centro-direita, mas que no momento ainda é cedo para exigir qualquer compromisso das siglas.
"Tenho conversado com vários desses partidos. Tive boas conversas com o Ciro Nogueira e com o Antônio Rueda", disse.
O senador garantiu que partidos de centro não vão apoiar o PT nem no primeiro e nem no segundo turno e "devem caminhar" com ele na disputa contra o atual presidente.
O pré-candidato reforçou ainda que as pesquisas eleitorais divulgadas até o momento mostram que não há espaço para uma terceira via. O PSD, de Gilberto Kassab, tem três pré-candidatos e pretende se posicionar como uma opção de uma direita não alinhada totalmente à família Bolsonaro.
"Visto os meus percentuais e do candidato das trevas, acho difícil que surja uma terceira via", disse.