Repórter
Publicado em 3 de março de 2026 às 20h08.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto definiu os nomes que vão comandar a área jurídica da pré-candidatura.
A coordenação ficará sob responsabilidade de Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet. A estratégia eleitoral será liderada por Bucchianeri, ex-ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Reinaldet assumirá a centralização das demandas jurídicas e a interlocução com diretórios estaduais, segundo o jornal O Globo.
Ao estruturar a equipe jurídica, o núcleo político do senador recorreu a profissionais com atuação prévia em tribunais superiores e em casos de repercussão nacional. A definição ocorre em meio à preparação do partido para a disputa presidencial.
Maria Claudia Bucchianeri foi nomeada ministra substituta do TSE em 2021, por indicação do então presidente Jair Bolsonaro. Permaneceu na Corte até 2023, quando deixou o cargo após o encerramento do mandato do titular, sem ser reconduzida. Ao longo da carreira, atuou como assessora-chefe da presidência do tribunal na gestão do então ministro Ayres Britto.
Na advocacia, representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, no TSE, na tentativa de registro de candidatura à Presidência. Em 2020, participou da campanha de Arthur Lira (PP) à presidência da Câmara dos Deputados. Também defendeu o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel no Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando atuava como advogada do PSC. A indicação para o TSE contou com apoio de Lira e da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure).
Tracy Reinaldet atua em Curitiba e é especializado em direito penal. Ganhou projeção nacional durante a Operação Lava-Jato, ao firmar acordos de delação premiada com investigados como o doleiro Alberto Youssef e o ex-ministro Antonio Palocci.
Na campanha de Flávio, Reinaldet será responsável por organizar as respostas à imprensa, coordenar as demandas judiciais e orientar juridicamente os diretórios estaduais do PL.
No mês passado, a Justiça Eleitoral determinou a retirada de publicação que associava Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master. Em outra decisão, a Justiça suspendeu ordem que previa a remoção de postagem do senador na rede social X, na qual o pré-candidato afirmava que o Partido dos Trabalhadores (PT) seria o “Partido dos Traficantes”.
O desembargador Eustáquio de Castro considerou que não havia comprovação de prejuízo efetivo decorrente da publicação, ao revogar a tutela de urgência anteriormente concedida ao PT. As decisões integram o conjunto de disputas judiciais que envolvem a pré-campanha presidencial.
(Com informações do jornal O Globo)