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Brasil condena ataques entre Israel e Hezbollah no Líbano, diz Itamaraty

Segundo a nota emitida nesta terça-feira, não há brasileiros entre as vítimas dos ataques em Beirute

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 3 de março de 2026 às 20h58.

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O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta terça-feira, 3, a terceira nota oficial sobre a escalada de tensão no Oriente Médio, com foco na ampliação do conflito para o Líbano.

No comunicado, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva disse que acompanha “com grande preocupação” o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e as ofensivas israelenses em território libanês, inclusive na região de Beirute.

Ao condenar as ações, o Itamaraty defendeu a interrupção imediata das hostilidades e o cumprimento do acordo de cessar-fogo firmado em 27 de novembro de 2024.

"O governo brasileiro acompanha, com grande preocupação, a extensão do atual conflito no Oriente Médio para o Líbano, com o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo a região de Beirute", diz o texto.

E acrescenta: "O Brasil apela às partes pela cessação imediata das hostilidades e insta ao cumprimento integral do acordo de cessar-fogo de 27/11/2024 e da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Nenhum brasileiro entre as vítimas

Segundo o ministério, não há registro de brasileiros entre as vítimas até o momento. As embaixadas na região mantêm contato com as comunidades brasileiras e publicam orientações em canais oficiais.

Críticas aos ataques e mudanças de discurso

As duas primeiras manifestações foram publicadas no sábado, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Na ocasião, o governo brasileiro condenou os ataques e declarou “grave preocupação” com a escalada militar, reiterando a defesa do Direito Internacional e da soberania dos Estados. Horas depois, após ações retaliatórias do Irã, o Brasil informou solidariedade a países atingidos pela instabilidade.

O Itamaraty também acompanha a situação de brasileiros que enfrentam dificuldades para retornar ao país, como os que estão em Dubai.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou nos últimos dois dias com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, sobre o conflito na região. Segundo interlocutores do governo, o diálogo trata das alternativas para viabilizar o deslocamento dos cidadãos brasileiros afetados pela instabilidade na região, informou a agência O Globo.

Guerra no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28, uma ofensiva aérea contra o Irã em meio a impasses relacionados ao programa nuclear do país. A ação ocorre em um cenário de tensão regional envolvendo instalações estratégicas e bases militares.

Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Os governos desses países passaram a relatar impactos diretos das ações militares em seus territórios.

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.

Depois do anúncio da morte de Khamenei, o governo iraniano declarou que poderá lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos um "direito e dever legítimo".

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novas ações militares. "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Os confrontos entre as partes continuaram ao longo deste domingo, 1º de março.

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(Com informações das agências O Globo e AFP)

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