Repórter
Publicado em 8 de julho de 2026 às 11h46.
O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, elevou o tom contra o adversário Renan Santos (Missão), que tem registrado crescimento nas pesquisas de intenção de voto.
Em sabatina promovida pelo grupo Derrubando Muros, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o rival promete medidas sem conhecer a administração pública.
"Como ele não teve experiência na gestão pública, sai dando tiro como uma metralhadora giratória, prometendo mundos e fundos", disse Zema. O mineiro acrescentou que, caso Renan chegue ao poder, "com certeza as coisas mudam".
O embate ocorre em um momento em que Renan Santos, fundador do MBL e sem experiência em cargos eletivos, passou a disputar o mesmo espaço político de Zema: o eleitor que busca uma alternativa à polarização. Considerando as margens de erro das pesquisas, Renan, Zema e o governador Ronaldo Caiado (PSD) aparecem em empate técnico em diferentes cenários.
Zema também questionou levantamentos que mostram avanço do adversário e afirmou que parte dessas pesquisas é realizada pela internet, sem refletir necessariamente o conjunto do eleitorado brasileiro.
Durante evento do MBL em Belo Horizonte, Renan Santos rebateu as críticas e afirmou que Zema nunca foi um verdadeiro outsider. Segundo ele, o ex-governador fazia sentido no antigo Novo, mas perdeu espaço após as mudanças no partido.
"Ele era um empresário de fora da política, mas não era fora do sistema aqui em Minas", afirmou. Renan disse ainda que Zema pertence à elite econômica mineira e que o grupo empresarial ligado ao ex-governador também se beneficiou após sua eleição.
No mesmo evento, Renan direcionou críticas ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem chamou de "influencer", e afirmou que pretende alcançar 10% das intenções de voto antes de disputar diretamente os eleitores de Flávio Bolsonaro.
Zema também voltou a fazer acenos ao eleitorado bolsonarista. O pré-candidato defendeu um novo julgamento para Jair Bolsonaro, preso pela trama golpista, e reiterou propostas como redução dos gastos públicos e reformas para diminuir a taxa de juros.
*Com O Globo