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Pesquisa Gerp: Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 36% no 1º turno

Caiado, Zema e Renan aparecem embolados no segundo pelotão com até 4%

 (Montagem Exame/Reprodução)

(Montagem Exame/Reprodução)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 8 de julho de 2026 às 14h42.

Última atualização em 8 de julho de 2026 às 15h49.

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A pesquisa Gerp, divulgada nesta quarta-feira, 8, mostra um cenário de equilíbrio na disputa presidencial de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

No principal cenário estimulado, os dois aparecem com 36% das intenções de voto, em empate numérico.

Em sequência, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece na terceira colocação, com 4%, seguido pelo presidente do Missão, Renan Santos (Missão), com 2%, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também com 2%. O escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (DC) registram 1% cada.

Os entrevistados que afirmam não saber em quem votar somam 11%, enquanto 6% responderam "nenhum deles".

No levantamento anterior, Lula tinha 34% das intenções de voto e Flávio liderava com 35%.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 32% das citações, contra 30% de Flávio Bolsonaro. Caiado registra 3%, Renan Santos 2%, enquanto Michelle Bolsonaro, Romeu Zema e Augusto Cury aparecem com 1% cada.

O percentual de eleitores que ainda não sabem em quem votar chega a 29%, indicando que quase um terço do eleitorado ainda não declara preferência espontaneamente.

Lula lidera entre os católicos e no Nordeste

Nos recortes demográficos, Flávio Bolsonaro registra seu melhor desempenho entre os homens, segmento em que alcança 41%, enquanto entre as mulheres marca 31%. Lula apresenta desempenho semelhante entre os sexos, com 36% entre homens e 35% entre mulheres.

Por faixa etária, Lula atinge seu maior índice entre eleitores de 45 a 59 anos, com 44%. Flávio Bolsonaro obtém os melhores resultados entre pessoas com 60 anos ou mais, chegando a 40%, além de registrar 38% entre eleitores de 25 a 34 anos e 37% entre aqueles de 35 a 44 anos.

Na divisão por renda, Flávio Bolsonaro cresce conforme aumenta a faixa salarial. O senador registra 49% entre eleitores com renda de cinco a dez salários mínimos, 47% entre aqueles com mais de 20 salários mínimos e 42% entre quem recebe de dez a vinte salários mínimos. Lula, por outro lado, obtém seu melhor desempenho entre entrevistados com renda de até um salário mínimo, onde alcança 40%, e entre eleitores com ensino fundamental, com 42%.

Os dados também mostram diferenças importantes por religião. Entre os católicos, Lula lidera com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 32%. Já entre os evangélicos, o senador do PL abre vantagem e alcança 50%, contra 20% do presidente. Lula também concentra apoio entre espíritas (68%), pessoas sem religião (45%) e moradores do Nordeste (50%). Flávio Bolsonaro lidera entre moradores do Norte (53%) e do Sul (50%).

Lula lidera em cenários alternativos

Entre os cenários alternativos testados pelo instituto, Michelle Bolsonaro é o nome que mais se aproxima de Lula. Na hipótese em que substitui Flávio Bolsonaro, o presidente marca 37% das intenções de voto, enquanto a ex-primeira-dama alcança 33%. A diferença é de quatro pontos percentuais. Caiado registra 4%, Romeu Zema aparece com 3% e Renan Santos com 2%.

Nos demais cenários em que Flávio Bolsonaro é substituído por outros nomes do campo conservador, Lula amplia a vantagem.

Contra Rogério Marinho, o petista lidera por 34% a 18%. Diante da senadora Damares Alves (PL), vence por 34% a 19%. Já contra o senador Astronauta Marcos Pontes (PL), registra 34% contra 18%. Em todas essas simulações, Ronaldo Caiado aparece na terceira colocação, com 7%.

A pesquisa também simulou cenários sem Lula na disputa. Quando o candidato do PT passa a ser Fernando Haddad, Flávio Bolsonaro lidera com 30%, contra 28% do ex-ministro da Fazenda, resultado considerado empate técnico pela margem de erro. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema e Aécio Neves registram 2% cada.

Na hipótese em que Lula é substituído por Geraldo Alckmin, Flávio Bolsonaro alcança 31% das intenções de voto, enquanto o vice-presidente registra 27%. Caiado aparece novamente em terceiro, com 4%, seguido por Romeu Zema e Renan Santos, ambos com 3%.

Cenários de 2º turno

No segundo turno, a pesquisa mostra um cenário mais competitivo. No confronto direto, Flávio Bolsonaro fica numericamente à frente de Lula por 45% a 42%, com vantagem de três pontos percentuais. Pela margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados.

Já nos cenários sem o senador do PL, Lula supera todos os demais nomes testados da direita: Michelle Bolsonaro (45% a 41%), Ronaldo Caiado (40% a 36%), Romeu Zema (41% a 36%), Damares Alves (41% a 34%), Astronauta Marcos Pontes (42% a 34%), Rogério Marinho (41% a 32%) e Renan Santos (41% a 30%).

Lula x Flávio

  • Flávio Bolsonaro: 45%
  • Lula: 42%
  • Nenhum: 9%
  • NS/NR: 4%

Lula × Michelle

  • Lula: 45%
  • Michelle Bolsonaro: 41%
  • Nenhum: 10%
  • NS/NR: 5%

Lula × Caiado

  • Lula: 40%
  • Ronaldo Caiado: 36%
  • Nenhum: 18%
  • NS/NR: 5%

Lula × Zema

  • Lula: 41%
  • Romeu Zema: 36%
  • Nenhum: 18%
  • NS/NR: 5%

Lula × Damares

  • Lula: 41%
  • Damares Alves: 34%
  • Nenhum: 19%
  • NS/NR: 5%

Lula × Marcos Pontes

  • Lula: 42%
  • Astronauta Marcos Pontes: 34%
  • Nenhum: 18%
  • NS/NR: 7%

Lula × Rogério Marinho

  • Lula: 41%
  • Rogério Marinho: 32%
  • Nenhum: 21%
  • NS/NR: 6%

Lula × Renan Santos

  • Lula: 41%
  • Renan Santos: 30%
  • Nenhum: 24%
  • NS/NR: 5%

A pesquisa Gerp ouviu 2.000 eleitores entre os dias 3 e 7 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03067/2026.

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