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Zema escolhe Eduardo Girão para vice e terá chapa puro-sangue

Girão era candidato ao governo do Ceará, mas, com a decisão, desistirá de disputar o pleito

Plenário do Senado Federal durante segunda reunião preparatória destinada à eleição do presidente do Senado Federal. 

A eleição é realizada de forma presencial, por escrutínio secreto, de acordo com o Regimento Interno da Casa, que prevê a votação por meio de cédulas em papel inseridas em envelope. Será eleito o candidato que receber a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 votos.

Em discurso, à tribuna, candidato à presidência do Senado, senador Eduardo Girão (Podemos-CE). 

Foto: Roque de Sá/Agência Senado (Roque de Sá/Agência Senado/Flickr)

Plenário do Senado Federal durante segunda reunião preparatória destinada à eleição do presidente do Senado Federal. A eleição é realizada de forma presencial, por escrutínio secreto, de acordo com o Regimento Interno da Casa, que prevê a votação por meio de cédulas em papel inseridas em envelope. Será eleito o candidato que receber a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 votos. Em discurso, à tribuna, candidato à presidência do Senado, senador Eduardo Girão (Podemos-CE). Foto: Roque de Sá/Agência Senado (Roque de Sá/Agência Senado/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 4 de agosto de 2026 às 16h46.

Última atualização em 4 de agosto de 2026 às 17h02.

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo), escolheu o senador Eduardo Girão para ser seu vice na disputa ao Palácio do Planalto. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do mineiro.

Girão era candidato ao governo do Ceará, mas, com a decisão, desistirá de disputar o pleito. Antes de fechar uma chapa puro-sangue, Zema tentou atrair o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, filiado ao Democracia Cristã. Barbosa declinou do convite e também desistiu da pré-candidatura à presidência.

O anúncio representa mais uma candidatura de centro-direita que não conseguiu aglutinar nenhum nome para uma coligação na presidencial.

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), escolheu como vice o presidente do seu partido, Gilberto Kassab (PSD). Renan Santos (Missão) também terá uma chapa com um colega de partido.

Flávio Bolsonaro (PL), nome da oposição melhor colocado nas pesquisas, também está com dificuldade para anunciar o vice. Nesta terça-feira, o senador do PL afirmou que fará o anúncio até dia 15, a data limite para a formalização das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mais cedo, após participar da sabatina G4 e O Antagonista, em São Paulo, Zema afirmou que a decisão seria comunicada até a tarde de quarta-feira, 5, data do fim das convenções partidárias.

Entre as exigências para escolher um vice, o mineiro disse que o nome precisava ser ficha limpa. Zema também minimizou o fato de não ter conseguido atrair nenhum nome de outro partido para a sua chapa.

"Tanto em 2018 quanto em 2022, tive como candidatos a vice-governadores pessoas do meu partido. Todos ficha limpa, isso é fundamental. Quero alguém que venha comigo para fazer o que é certo", afirmou.

O ex-governador disse ainda que precisa de alguém que não será "vítima de chantagem" para fazer o que é "certo" para o Brasil.

Quem é Eduardo Girão

Eduardo Girão, de 53 anos, é senador pelo Ceará e empresário dos setores de hotelaria, segurança privada e produção audiovisual. Natural de Fortaleza, tem formação incompleta em Administração. Nas redes sociais, se apresenta como cristão, defensor de pautas pró-vida e pró-família e crítico da legalização do aborto e dos jogos de azar.

Girão também presidiu o Fortaleza Esporte Clube em 2017, período em que o time conquistou o acesso da Série C para a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2018, quando já não ocupava o cargo, o clube voltou à Série A.

Filiado ao Novo, foi eleito senador pelo Ceará em 2018 com 1,32 milhão de votos. No Congresso, integra a ala conservadora e tem como principais pautas a oposição ao aborto, à legalização dos jogos de azar e das drogas. O parlamentar também costuma defender agendas ligadas à família e ao fortalecimento de organizações da sociedade civil.

O senador também ficou conhecido durante a CPI da Covid-19, por ser um dos senadores defensores da gestão do então presidente Jair Bolsonaro.

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