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William Siri é escolhido pelo PSOL como candidato ao governo do Rio de Janeiro

Decisão ocorre enquanto STF discute eleição após renúncia de Cláudio Castro

Os ministros discutem se a escolha do governador para o mandato tampão até o fim do ano deve ocorrer por eleição direta ou indireta na Alerj (Reprodução/Instagram)

Os ministros discutem se a escolha do governador para o mandato tampão até o fim do ano deve ocorrer por eleição direta ou indireta na Alerj (Reprodução/Instagram)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 11 de abril de 2026 às 18h11.

Última atualização em 12 de abril de 2026 às 08h45.

Mesmo com a indefinição sobre o cenário político do Rio de Janeiro ainda em análise no Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por decidir como será a eleição para o governador que ocupará o cargo até o fim do ano, as articulações para as votações de outubro já começaram.

O PSOL anunciou neste sábado que o vereador William Siri será seu candidato ao governo estadual. A disputa já conta com nomes como o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) e o ex-governador Anthony Garotinho.

Após a Conferência Eleitoral que oficializou sua indicação, Siri afirmou que assume a candidatura com responsabilidade em relação ao partido e à população do estado.

Ele destacou sua atuação como primeiro parlamentar eleito pelo PSOL na Zona Oeste do Rio e disse que pretende defender a redução das desigualdades, a valorização dos serviços públicos e os direitos dos trabalhadores. No mesmo evento, a vereadora Mônica Benicio foi definida como pré-candidata ao Senado.

Candidatura ao governo do RJ

A definição de Siri está relacionada exclusivamente à eleição para o mandato que começa em 2027 e não assegura sua participação em uma eventual eleição suplementar ainda neste ano.

O PSOL ainda não decidiu se apresentará candidatura própria ou apoiará um nome da esquerda para um possível mandato tampão até o fim de 2026.

Desde o mês passado, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, ocupa interinamente o governo do estado. Ele assumiu após a renúncia de Cláudio Castro (PL), que deixou o cargo para disputar o Senado nas eleições de outubro. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral declarou a inelegibilidade de Castro por oito anos.

Sem vice-governador — já que Thiago Pampolha havia deixado o posto para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE) — o Executivo entrou em situação de dupla vacância, sem substituto imediato na linha sucessória.

Indefinição política no Rio de Janeiro

O cenário se agravou ainda mais porque a chefia do estado deveria ser assumida pelo presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), mas o cargo ficou indefinido após a cassação de Rodrigo Bacellar, que está preso.

A Alerj realizou uma eleição emergencial para a presidência, vencida por Douglas Ruas, com o objetivo de levá-lo ao governo, mas o pleito foi anulado pela Justiça por descumprimento de regras.

A situação foi levada ao STF, onde o processo segue em análise. Os ministros discutem se a escolha do governador para o mandato tampão até o fim do ano deve ocorrer por eleição direta ou indireta na Alerj.

O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino, e até o momento o placar está em 4 a 1 a favor da eleição indireta.

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