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Meu sonho e obsessão é financiar moto barata para motoqueiros, diz Lula

O petista explicou que a ideia surgiu após voltar de uma viagem à China. Segundo ele, a intenção não é 'financiar uma moto mequetrefe', mas um veículo de qualidade

Lula durante evento para anunciar financiamento para compra de veículo para motoristas de aplicativo em São Paulo, em 19/5 (Ricardo Stuckert/PR/Divulgação)

Lula durante evento para anunciar financiamento para compra de veículo para motoristas de aplicativo em São Paulo, em 19/5 (Ricardo Stuckert/PR/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 19 de maio de 2026 às 17h21.

Última atualização em 19 de maio de 2026 às 17h24.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 19, que o seu "sonho" e "obsessão" é financiar motocicletas de qualidade e baratas para os motoqueiros e motoboys no Brasil.

"Eu ainda não deixei de acreditar no meu sonho. Conversei com todos os ministros. Tenho a obsessão de encontrar uma moto mais barata para financiar aqui no Brasil", disse durante o lançamento do programa Move Brasil Taxi e Aplicativos, iniciativa do governo federal voltada ao financiamento, com taxa de juros subsidiada, de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas.

O evento teve forte tom eleitoral — e sinalizou medidas para um grupo de eleitores que o petista não conseguiu conquistar nos últimos anos.

Lula explicou que a ideia surgiu após voltar de uma viagem à China. Segundo ele, a intenção não é "financiar uma moto mequetrefe", mas um veículo de qualidade.

Ele contou que pediu ao vice-presidente Geraldo Alckmin para consultar as montadoras de motocicletas, inclusive as localizadas na Zona Franca de Manaus, sobre a possibilidade de o país fabricar um veículo mais barato.

"Ainda não foi possível acertar no ponto [do preço]. A moto aqui no Brasil é a mais cara", afirmou. A depender da cilindrada, uma motocicleta no país pode ter um preço de entrada a partir de R$ 10 mil.

"Meu sonho é dar o direito aos motoqueiros de comprar moto boa de qualidade com preço acessível, financiada pelo governo", disse.

Durante o discurso, Lula reforçou que o programa lançado nesta terça "é apenas o começo de uma nova era" e pediu para a militância cobrá-lo por resultados. "Vocês precisam aprender a brigar. Eu sinceramente quero que vocês saibam que não fico chateado que me cobrem. Vocês não têm que puxar saco do Lula, têm que cobrar", disse.

O petista relembrou seu passado como sindicalista e disse que os motoristas e motoqueiros que trabalham por aplicativos precisam se organizar para lutar pelos seus direitos. As categorias são conhecidas por não estarem organizadas em sindicatos, exatamente pela natureza do trabalho sem um vínculo empregatício com as plataformas.

"Vocês têm que se organizar. Criem a forma de organização que entenderem que seja melhor para vocês. Mas, se não se organizarem, os governos tiram proveito da falta de organização de vocês", afirmou.

Evento com clima eleitoral e afago a Messias

O evento contou com a presença de militantes das centrais sindicais, motoristas de aplicativos, motoqueiros e taxistas. Representantes das categorias beneficiadas pelo programa reforçaram em discursos como o de que governo petista está trabalhando pelo "trabalhador" e pediram a reeleição de Lula.

"O governo está entregando a troca de frota tão sonhada. Eu fiz o 'L' pra isso e vou fazer novamente", disse Leandro da Cruz Medeiros, presidente do Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transportes, em referência ao slogan de campanha de 2022 do petista.

Entre os ministros presentes, Guilherme Boulos, que discursou e disse que o programa é algo de "pai para filho", foi o mais celebrado. O psolista não disputará a eleição, mas terá papel-chave na campanha à reeleição.

 

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Simone Tebet e Marina Silva, ex-ministras e pré-candidatas ao Senado em São Paulo, também participaram do evento.

O ministro da AGU, Jorge Messias, também esteve no evento e foi ovacionado pela militância e lembrado por colegas durante os discursos. Messias, indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF), teve seu nome rejeitado pelo Senado.

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