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PSOL enfrenta racha na Alerj e trava escolha para presidência da Casa

Partido debate apoio ao grupo de Eduardo Paes enquanto define candidaturas no estado

Publicado em 10 de abril de 2026 às 08h17.

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O PSOL enfrenta um racha interno na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que tem travado a definição de um candidato do partido para a presidência da Casa.

A divisão ocorre em meio à indefinição sobre uma possível aproximação com o grupo político do prefeito Eduardo Paes (PSD) e às incertezas sobre as regras da eleição suplementar para o governo estadual, que ainda serão definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos bastidores, parlamentares apontam que o impasse sobre apoiar ou não nomes ligados a Paes dificulta a construção de consenso dentro da bancada. Parte do partido defende candidatura própria em todas as disputas, sem alianças com o centrão ou com a base do prefeito.

A posição deve ser formalizada em conferência marcada para este sábado, na sede do Sindisprev, no centro do Rio, quando o PSOL pretende deliberar sobre candidaturas ao governo estadual, ao Senado, ao eventual mandato-tampão e à presidência da Alerj.

O deputado federal Glauber Braga é um dos nomes colocados para disputar tanto o mandato-tampão quanto o governo. O vereador William Siri também aparece como opção. Integrantes da legenda, porém, admitem que não há maioria consolidada em torno de uma candidatura, o que evidencia a divisão interna.

Para o Senado, estão postos os nomes da vereadora Mônica Benicio e da suplente Luciana Boiteux.

Divisão interna trava disputa pela presidência da Alerj

A possível aproximação com Eduardo Paes é o principal ponto de tensão. Parte da bancada rejeita apoiar candidatos ligados ao grupo político do prefeito ou ao centrão.

Entre os nomes associados a esse campo estão os deputados Vitor Júnior (PDT), André Corrêa (PSD) e Rosenverg Reis (MDB).

O deputado estadual Professor Josemar defende que o PSOL mantenha independência política e lance candidatura própria para a presidência da Alerj, sem negociação com o grupo de Paes.

As divergências internas não se limitam à política estadual e envolvem também a leitura do cenário nacional e o posicionamento do partido em relação às eleições de outubro e ao eventual mandato-tampão.

Enquanto isso, o grupo político de Eduardo Paes articula a construção de uma candidatura de unidade. O presidente estadual do PSD, deputado federal Pedro Paulo, defende a união de partidos de esquerda diante da predominância do PL na Alerj.

A estratégia inclui ampliar a bancada do PSD, atualmente com seis deputados, para até dez cadeiras. Hoje, o PL é a maior bancada da Casa, com 22 parlamentares.

A definição sobre a presidência da Alerj deve ocorrer após a decisão do STF sobre o formato da eleição para o governo do estado.

*Com O Globo

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