Antonio Rueda: presidente da legenda afirma que a 'a posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade' (Divulgação)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 18h34.
O partido União Brasil afirmou nesta terça-feira, 4, que decidiu adotar neutralidade na disputa presidencial das eleições de 2026. O anúncio ocorre logo após a Convenção Nacional da legenda e acompanha a escolha do PP, partido com o qual tem uma federação, de não apoiar apenas um presidenciável. Com isso, a postura dos partidos reafirma o isolamento do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), que buscava um nome do PP para a vice-presidência.
Na prática, a neutralidade permite aos candidatos e candidatas do partido apoiarem localmente os presidenciáveis que melhor se adequam às suas próprias campanhas.
"Tenho consciência do peso político que a Federação União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados para todos os cargos", afirmou em nota o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. "A posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade."
Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que definirá o seu vice até o dia 15 de agosto, data limite para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"Tenho alguns dias para avançar com essa novela [a escolha do vice]. Daniela Marques, ex-presidente da Caixa, é alguém que eu queria que fosse a nossa vice. Deixei isso bastante claro nas tratativas com o Republicanos", disse durante participação remota na sabatina G4 e O Antagonista.
O Republicanos, partido ao qual Daniela Marques é filiada, realizou convenção nesta terça-feira e também declarou neutralidade.
Com isso, ganham força nomes dentro do PL, como Rogério Marinho, senador e coordenador da campanha; a deputada federal Julia Zanatta; e a deputada Priscila Costa, aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Hoje, partidos do Centrão, como PP e União Brasil, já anunciaram neutralidade na eleição presidencial. A senadora Tereza Cristina (PP) aceitou o convite, mas a decisão do partido foi não se coligar com o PL na eleição nacional.
Flávio afirmou que tentará, até o limite do prazo, atrair partidos. Ele afirmou que essa articulação é importante para aumentar o seu tempo de propaganda de TV e rádio, mas não tem relação com uma possível dificuldade de governabilidade de um futuro governo.
"Os caciques estão com algumas preocupações, mas os principais quadros estão comigo e sabem da minha capacidade de articulação", disse.
O senador citou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a senadora Damares (Republicanos) como nomes que estão "ao seu lado", mesmo sem o apoio formal do Republicanos.