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Teto de Lula no 1º turno é de 44% e o de Flávio Bolsonaro, de 39%, diz BTG/Nexus

Cálculo considera a segunda opção dos 17% dos eleitores que admitem mudar de voto; Augusto Cury tem teto de 9% e Ronaldo Caiado, de 7%

Lula e Flávio: teto do atual presidente é maior (Ricardo Stuckert/Agência Senado/Montagem Exame/Flickr)

Lula e Flávio: teto do atual presidente é maior (Ricardo Stuckert/Agência Senado/Montagem Exame/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 14 de setembro de 2026 às 11h18.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem um teto de 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode chegar a 39%, segundo cálculo da pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14.

O teto eleitoral é calculado pela Nexus com as intenções de votos atuais e acrescenta as intenções declaradas por quem admite trocar de candidato e aponta aquele nome como segunda opção.

O levantamento também calcula o piso eleitoral, após excluir da votação de cada candidato os eleitores que afirmam que ainda podem mudar de escolha até o primeiro turno.

O levantamento estima que Lula possui um piso de 38% e teto de 44%, enquanto Flávio Bolsonaro varia entre 32% e 39%. Os limites são calculados a partir da disposição dos eleitores para mudar de voto e da segunda opção declarada por esse grupo.

Na intenção de voto estimulada, Lula registra 42%, contra 37% de Flávio Bolsonaro. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, e Renan Santos, com 2%. Zema tem 1%.

Por esse cálculo, o petista pode passar dos atuais 42% para um teto de 44%. O senador do PL, que registra 37% na intenção estimulada, alcança 39%.

Augusto Cury tem intervalo entre 4% e 9%, ante os atuais 6%. Caiado varia entre 2% e 7%; Renan Santos, entre 1% e 3%; e Zema, entre 0% e 2%.

Entre os candidatos que aparecem abaixo dos dois primeiros colocados, Cury tem a maior diferença entre a intenção de voto atual e o teto calculado pela pesquisa: dos atuais 6% para até 9%.

Os pisos e tetos não representam uma projeção do resultado da eleição. Os indicadores mostram os limites calculados pela Nexus com base no voto atual, na certeza da escolha e na segunda opção dos entrevistados.

Augusto Cury é segunda opção de 17% entre quem pode mudar o voto

Entre os eleitores que afirmam que ainda podem mudar de candidato, Augusto Cury é citado como segunda opção por 17%. Lula aparece com 14%, Ronaldo Caiado com 13% e Flávio Bolsonaro com 12%.

Renan Santos é citado por 9%, Zema por 7% e Samara por 3%. Clariana Barão, Wilson Grassi, Rui Costa Pimenta, Hertz Dias e Edmilson Costa aparecem com 1% cada.

Outros 14% desse grupo indicam branco, nulo ou nenhum candidato como segunda opção, enquanto 7% não souberam ou não responderam.

A pergunta sobre a segunda opção foi feita apenas aos eleitores que afirmaram que podem mudar de voto. Os percentuais, portanto, não correspondem à intenção de voto entre todos os entrevistados.

83% dizem que voto no primeiro turno está definido

A pesquisa mostra que 83% dos eleitores que escolheram algum candidato afirmam que a decisão já está tomada e não deve mudar até outubro. Outros 17% dizem que ainda podem trocar de candidato.

O percentual de eleitores que dizem estar decididos passou de 69% em 30 de março para 83% na rodada atual, enquanto a parcela que admite mudar de voto passou de 30% para 17% no período.

Na rodada anterior, divulgada em 8 de setembro, 81% diziam estar decididos e 17% admitiam mudar de voto. O percentual de voto definido, portanto, passou de 81% para 83%, enquanto o dos que podem trocar de escolha permaneceu em 17%. A pesquisa anterior registrava ainda 1% de entrevistados que não sabiam ou não responderam.

A série mostra uma ampliação da parcela que declara ter o voto definido ao longo dos últimos meses, embora com oscilações entre as rodadas. Em 24 de agosto, por exemplo, o percentual era de 80%, ante 78% na pesquisa imediatamente anterior.

89% dos eleitores de Lula dizem que não mudarão de voto

O cruzamento por candidato mostra que 89% dos eleitores de Lula afirmam que a escolha no primeiro turno já está tomada e não deve mudar. Outros 11% admitem trocar de candidato.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 86% dizem estar decididos, enquanto 13% afirmam que podem mudar. Na pesquisa de 8 de setembro, esses percentuais eram de 90% e 84%, respectivamente, para os eleitores que diziam estar decididos por Lula e Flávio.

Entre os demais nomes, 66% dos eleitores de Renan Santos afirmam estar decididos, mesmo percentual registrado entre os eleitores de Samara. No caso de Augusto Cury, 65% dizem que não devem mudar e 34% admitem trocar de candidato.

Entre os eleitores de Caiado, 48% dizem estar decididos e 51% afirmam que podem mudar. No caso de Zema, 30% declaram voto definido e 70% admitem uma mudança.

A pesquisa Nexus entrevistou 2.003 eleitores entre 11 e 13 de setembro de 2026, por telefone, pelo método CATI, sigla em inglês para entrevista telefônica assistida por computador. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual S.A. e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04076/2026.

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