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Senadores do PP negam apoio do partido a Toffoli

Em nota, senadores afirmam que comunicado da federação não foi debatido nem aprovado pela bancada

Senadora Tereza Cristina: “O Brasil não tem um projeto de país. Se tivesse, esse seria um tema prioritário”, afirmou. (Pedro França/Agência Senado)

Senadora Tereza Cristina: “O Brasil não tem um projeto de país. Se tivesse, esse seria um tema prioritário”, afirmou. (Pedro França/Agência Senado)

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 11h47.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) divulgou, na noite desta sexta-feira, uma nota conjunta com outros integrantes do Progressistas no Senado para desautorizar o comunicado da Federação União Progressista em defesa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais cedo, os presidentes do PP, Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antonio Rueda, haviam se manifestado contra críticas dirigidas ao magistrado por sua atuação no caso do Banco Master.

"A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada", afirmou Tereza Cristina.

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Segundo a senadora, o posicionamento apoiado por Ciro Nogueira não pode ser "interpretado como representativo" do partido no Senado. Também assinam a nota os senadores Dr. Hiran (RR), Esperidião Amin (SC), Luis Carlos Heinze (RS) e Margareth Buzetti (MT).

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), comentou a manifestação e elogiou Tereza Cristina, a quem chamou de "grande dama" da Casa. Ele afirmou que os parlamentares do PP costumam atuar ao lado da oposição para "defender o que é certo".

"É a hora dos grandes homens e mulheres da República. Vocês sempre estão conosco e juntos na Oposição, defendendo o que é certo. Porque o errado será sempre errado, e não podemos compactuar", escreveu.

A manifestação da federação formada por PP e União Brasil ocorreu após Toffoli deixar a relatoria do caso do Banco Master, na quinta-feira, diante de um pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal. A corporação identificou menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.

A decisão foi tomada em reunião convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para apresentar aos ministros relatório da Polícia Federal sobre os dados extraídos do aparelho. O novo relator do caso, definido por sorteio, é o ministro André Mendonça.

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No comunicado divulgado mais cedo, a Federação União Progressista afirmou: "A Federação União Progressista manifesta sua preocupação com as narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro Dias Toffoli. É preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida. Uma versão caluniosa, que passa a ser tratada como verdadeira justamente pela repetição".

Ciro Nogueira e Antonio Rueda também declararam que "a justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito as instituições" e que "atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático".

Apesar da nota de apoio ao ministro, o PP esteve entre os partidos que articularam a votação de um projeto de lei em reação ao avanço das investigações sobre o Banco Master. Em setembro do ano passado, a Câmara chegou a pautar requerimento de urgência, de autoria do deputado Claudio Cajado (PP-BA), para acelerar a tramitação de proposta que concede ao Congresso poder para destituir diretores do Banco Central.

Na mesma linha, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), afirmou nesta sexta-feira que "não se pode admitir que corporações e uma parcela da mídia promovam o linchamento moral de autoridades públicas com base em pré-julgamentos e vazamentos seletivos de elementos de informação".

O Banco Master foi liquidado após o avanço das investigações da Polícia Federal. Em novembro do ano passado, a corporação deflagrou a operação Compliance Zero, que resultou na prisão do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras relacionadas à emissão e comercialização de títulos de crédito irregulares. Ele foi solto posteriormente.

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