Eduardo Paes: o ex-prefeito da capital fluminense entra na disputa pelo Palácio Guanabara (Ricardo Stuckert / PR/Flickr)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 20 de julho de 2026 às 14h34.
O PSD oficializou nesta segunda-feira, 20, a candidatura de Eduardo Paes ao Governo do Rio de Janeiro durante convenção partidária realizada na capital fluminense. O estado era governado por Cláudio Castro (PL), que está inelegível após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agora o desembargador Ricardo Couto de Castro assume o cargo de maneira interina até o fim previsto do mandato.
Durante o evento, Paes afirmou que o Rio vive "o pior momento de sua história" e atribuiu a situação ao grupo político responsável pela administração estadual nos últimos anos.
"A responsabilidade por tudo isso é do grupo político que tomou de assalto o estado há oito anos. Governador cassado, presidente da Alerj preso por ligação com o crime organizado, com o Comando Vermelho. Talvez o certo não seja chamar de grupo político, mas de organização criminosa", declarou.
Ao tratar da segurança pública, o ex-prefeito afirmou que pretende blindar a área da influência política.
"O estado vai voltar a mandar no seu território, porque temos coragem, capacidade e inteligência para vencer essa minoria de delinquentes que atormenta nossas famílias", disse.
Paes acrescentou que pretende manter a atuação das forças policiais baseada em critérios técnicos.
"Teremos uma polícia guiada por evidências, não por política. A Alerj não vai mais mandar na segurança. Os deputados não vão mais indicar delegados."
A convenção também oficializou a advogada Jane Reis (MDB) como candidata a vice-governadora. Para o Senado, a coligação lançou o deputado federal Pedro Paulo (PSD) e a deputada Benedita da Silva (PT).
Segundo Pedro Paulo, a prioridade será defender os interesses do estado no Congresso.
"Os três senadores que estão lá hoje são de um partido (PL) que não ajudou o Rio quando o presidente da República era aliado, e ajuda muito menos agora que é um adversário. Não esperem de mim ideologias. Vou estar em Brasília defendendo o Rio de Janeiro", afirmou.
Esta será a terceira candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual.
A primeira ocorreu em 2006, antes de assumir a Prefeitura do Rio. Em 2018, já após dois mandatos como prefeito, liderou parte das pesquisas, mas acabou derrotado por Wilson Witzel.
Segundo O Globo, Paes chega à disputa contando com o apoio de MDB, PT, PSB, PDT, PSDB, Solidariedade, Podemos e outras legendas.
O cenário eleitoral também foi impactado pela desistência do ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) de compor como vice a chapa de Douglas Ruas (PL), movimento que abriu discussões dentro da federação formada por PP e União Brasil sobre uma possível posição de neutralidade na eleição estadual.
O ex-governador Cláudio Castro não poderá disputar as eleições de 2026. Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou recursos contra a decisão que declarou sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.
A Corte manteve o entendimento firmado em março deste ano, preservando também as demais sanções impostas ao ex-governador.
Embora tenha sido oficializado em convenção, o registro da candidatura ainda deverá ser encaminhado à Justiça Eleitoral.
Segundo o TSE, os pedidos de registro serão feitos exclusivamente por meio do sistema eletrônico CANDex. O prazo final para apresentação das candidaturas termina em 15 de agosto, após a realização das convenções partidárias, que podem ocorrer até 5 de agosto.