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Ricardo Salles desiste de candidatura ao Senado por SP

O ex-ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima integrava a ala à direita dos candidatos paulistas ao Senado

Ricardo Salles: político do Novo desiste de candidatura ao Senado por São Paulo

Ricardo Salles: político do Novo desiste de candidatura ao Senado por São Paulo

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 10h46.

Última atualização em 28 de setembro de 2026 às 11h10.

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O ex-ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ricardo Salles (Novo), desistiu de sua candidatura ao Senado por São Paulo nesta segunda-feira. Salles anunciou a desistência em evento em que estava com o governador de São Paulo, Tarcísio de Feitas (Republicanos).

“Nós estamos diante de um momento muito difícil para o país. [...] Diferenças, opiniões diferentes, têm que ser deixadas de lado, justamente porque o risco de uma catástrofe numa reeleição do presidente Lula é muito grande e o país não merece isso”, afirmou Salles durante o evento.

Na mesma ocasião, Tarcísio disse que o gesto de Salles permitiria concentrar os votos da direita em duas candidaturas. “É o momento de somar, não é o momento de dividir”, afirmou o governador.

Salles passa agora a apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que disputam as duas vagas de São Paulo no Senado. O anúncio ocorre a menos de uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Salles vinha adotando uma estratégia própria na disputa e, nas últimas semanas, havia feito críticas a outros candidatos do mesmo campo político, incluindo André do Prado e integrantes do PL.

Questionado sobre a mudança de posição, o ex-ministro afirmou que as divergências perderam importância diante do cenário eleitoral. “Questões pessoais, opiniões diferentes, enfim, tudo isso fica menor diante de um objetivo maior”, disse.

Quinto colocado nas pesquisas

Na última pesquisa Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira, 25, o candidato do Novo aparecia em quinto lugar, com 11,5% das intenções de voto no estado.

A disputa pelas vagas do Senado por São Paulo segue acirrada. Guilherme Derrite aparecia com 28,2%, em empate técnico com André do Prado, com 26,6%, considerando a margem de erro de 2,55 pontos percentuais.

Marina Silva (Rede), com 25,9%, e Simone Tebet (PSB), com 23,1%, também estavam dentro da margem de erro dos líderes.

Unidade entre as candidaturas

Nesta segunda-feira, Tarcísio afirmou que Salles tinha “toda a legitimidade” para continuar na disputa, mas decidiu “dar um passo ao lado” para contribuir com a estratégia conjunta.

“São Paulo precisa estar bem representado no Senado”, afirmou o governador, que defendeu a concentração do apoio em Derrite e André do Prado.

Tarcísio afirmou ainda que o objetivo é utilizar as redes sociais e a televisão para explicar ao eleitor a nova composição. “Onde o primeiro voto for Guilherme Derrite, o segundo tem que ser André do Prado. Onde o primeiro voto for André do Prado, o segundo tem que ser Guilherme Derrite”, disse.

Eleitorado ainda está pouco definido

A pesquisa Vox Brasil mostra que a disputa ainda tem uma parcela relevante de eleitores sem definição. Dos entrevistados, 39,8% estavam indecisos e 19,5% declararam voto em branco ou nulo.

O levantamento também apontou que apenas 22,3% dos entrevistados já haviam escolhido os dois candidatos ao Senado, enquanto 39,6% haviam definido ao menos um nome e 31% ainda não tinham escolhido nenhum. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado.

No recorte de rejeição, Marina Silva aparecia com 32,1%, seguida de Simone Tebet, com 27,5%. Derrite tinha 23,3% e Salles, 22,7%.

A administração do governador Tarcísio de Freitas era aprovada por 68,1% dos entrevistados, enquanto 22,5% desaprovavam e 9,4% não souberam responder.

O levantamento ouviu 1.480 eleitores entre 20 e 22 de setembro de 2026, por meio de abordagem presencial domiciliar. A margem de erro é de 2,55 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo SP-07745/2026.

Posição sobre a eleição presidencial

Após anunciar a desistência ao Senado, Salles também foi questionado sobre a corrida presidencial. Ele afirmou que continuará apoiando Romeu Zema enquanto o governador de Minas Gerais for o candidato do Novo.

“Enquanto Zema for o candidato do meu partido, eu tenho obrigação moral de apoiá-lo”, disse. Salles afirmou, porém, que apoiaria uma eventual decisão de Zema de abrir mão da candidatura para uma união do campo político no primeiro turno.

Sobre Flávio Bolsonaro, disse que, caso Zema mantivesse a candidatura até o fim e houvesse segundo turno contra o presidente Lula, apoiaria o candidato do PL nessa etapa.

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