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Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, morre aos 83 anos

Partido confirmou a morte em nota divulgada neste domingo, 15

Renato Rabelo, que comandou o PCdoB por 14 anos, morre aos 83 anos (Divulgação/PCdoB)

Renato Rabelo, que comandou o PCdoB por 14 anos, morre aos 83 anos (Divulgação/PCdoB)

Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 17h28.

Morreu neste domingo, 15, aos 83 anos, o ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Renato Rabelo. Ele comandou a legenda entre 2001 e 2015. A morte foi confirmada pelo partido em nota oficial.

"[O PCdoB] expressa o sentimento de consternação de toda a militância comunista que, em homenagem a Renato, inclina a bandeira verde e amarela da pátria, entrelaçada com os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo. E acolhe no peito os sentimentos, os pêsames que chegam do país e do exterior e pulsam nas redes sociais".

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Renato foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante a ditadura militar de 1964. Também integrou a Ação Popular (AP) e participou do núcleo dirigente responsável pela incorporação do grupo ao PCdoB, em 1973.

Em 1976, exilou-se na França, período em que dirigentes do PCdoB foram assassinados, presos e torturados no Brasil. Retornou ao país com a anistia, em 1979. Ao longo da trajetória, dedicou-se ao fortalecimento das relações do partido com países socialistas, como China, Vietnã e Cuba.

"Sua maior obra é o aporte de ideias e formulações ao acervo teórico, político e ideológico do Partido, importantes contribuições teóricas e políticas que enriqueceram o seu pensamento tático, estratégico e programático, como também a práxis de sua edificação e atuação na arena da luta de classes", diz a nota do PCdoB.

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Renato também foi um dos articuladores, ao lado de João Amazonas, da Frente Brasil Popular (PT, PSB, PCdoB), que lançou em 1989 a primeira candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

"Recebi com muita tristeza a perda do companheiro Renato Rabelo, grande liderança do PCdoB. Desde muito jovem, Renato entregou sua militância, inteligência e energia à defesa dos trabalhadores, do socialismo e do Brasil. Enfrentou a ditadura, a perseguição e o exílio", afirmou, nas redes sociais, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) também homenageou o ex-dirigente.

"Hoje me despeço com profunda tristeza de um grande amigo, referência ideológica, política e de afeto, que presidiu nosso PCdoB por décadas, e um dos maiores construtores da história do Brasil. Renato dedicou a vida inteira à luta pela democracia, pela soberania nacional, por direitos e pelo socialismo. O Brasil ficou mais pobre de ideias e de luta", disse.

*Com informações da Agência Brasil

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