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Radares com IA já conseguem identificar e multar uso de celular no volante

Câmeras conseguem identificar detalhes, como falta de cinto de segurança, em veículos a 300 km/h

Em Ribeirão Preto (SP), acidentes reduziram 30% após instalação dos equipamentos  (PoppyPixels/Thinkstock)

Em Ribeirão Preto (SP), acidentes reduziram 30% após instalação dos equipamentos  (PoppyPixels/Thinkstock)

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 15h19.

Câmeras com ultradefinição e habilitadas com inteligência artificial já estão sendo utilizadas para monitorar rodovias e analisar infrações.

Os novos radares conseguem identificar motoristas sem cinto de segurança e uso de aparelho celular ao volante.

A nova tecnologia foi aplicada por uma concessionária em Ribeirão Preto (SP) e melhorou a segurança no trecho.

Como funcionam os novos radares com IA?

As câmeras instaladas nas rodovias são capazes de capturar detalhes mesmo de veículos a 300 km/h.

As filmagens são realizadas durante o dia e à noite, sem prejuízo por conta da baixa luminosidade e eventuais reflexos dos veículos.

Outro diferencial, além da capacidade de registro, é a análise com inteligência artificial em tempo real.

"A gente apresenta um conjunto de dados para ela, para ela treinar e validar em cima daquilo, e depois ela consegue replicar esse conhecimento em imagens que ela não viu até então", explica o coordenador de gestão operacional, Cassio Vinícius Carletti Negri.

Enquanto a IA sinaliza possíveis infrações, analistas humanos confirmam os delitos antes da abordagem dos condutores.

O inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fábio Rocha de Souza, explica que os policiais garantem que a IA não erre na identificação das violações.

Qual impacto dos radares em Ribeirão Preto?

Um dos primeiros trechos a utilizar a tecnologia está localizado no interior de São Paulo, em Ribeirão Preto.

Segundo a concessionária, houve redução de 30% nos acidentes após a instalação dos equipamentos.

Os registros também melhoraram. Entre julho e novembro de 2025, mais de 20 mil infrações foram notificadas.

Do total, cerca de 17 mil são referentes à falta de cinto de segurança e mil relacionadas ao uso do celular.

Riscos do uso do celular ao volante

O presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Antonio Meira, explica que usar o celular causa distrações manuais, visuais e cognitivas.

A 80 km/h, ler uma mensagem pode significar dirigir por até 100 metros às cegas.

Para a gerente de operações da concessionária, Ana Caetano, o reforço no monitoramento faz com que os condutores fiquem mais atentos para evitar as multas.

Outras tecnologias utilizadas no trânsito

Ainda na Região Sudeste, o Rio de Janeiro utiliza drones para combater as infrações graves nas rodovias.

No estado, a tecnologia busca identificar motoristas que tentam burlar a Lei Seca ao trocar de posição com o passageiro antes da blitz ou retornar pela contramão para evitar os policiais.

Com imagens aéreas, as equipes conseguem abordar os infratores com mais agilidade.

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