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Quais governadores e prefeitos já deixaram o cargo para disputar as eleições 2026

Prazo de desincompatibilização até 4 de abril já provoca trocas no comando de estados e capitais e deve acelerar novas renúncias nas próximas semanas

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 26 de março de 2026 às 06h01.

Um dos prazos mais importantes para a classe política neste momento de corrida eleitoral é o de desincompatibilização de autoridades que pretendem concorrer nas eleições de 2026.

Segundo a lei eleitoral, quem ocupa um cargo público precisa se afastar ou se desincompatibilizar da função atual para disputar outro posto até o dia 4 de abril.

Com isso, o comando de estados e capitais deve mudar de mãos nas próximas semanas.

Um dos primeiros a renunciar foi o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Ele é pré-candidato à Presidência da República. O mineiro também é citado como possível vice de Flávio Bolsonaro (PL), hipótese que nega neste momento.

Com a saída de Zema, Mateus Simões (PSD) assumiu o governo de Minas Gerais e deve disputar a reeleição.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo para disputar o Senado. Ele, porém, foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está inelegível por oito anos. Ainda cabe recurso.

No estado fluminense, a situação é mais complexa. Como o vice já havia deixado o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), a chefia do Executivo foi ocupada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que deve convocar uma eleição indireta para um mandato tampão até o fim do ano.

Entre os prefeitos, Eduardo Paes deixou o cargo para disputar o governo do estado. O vice, Eduardo Cavaliere (PSD), assumiu a prefeitura. O ex-prefeito lidera as pesquisas de intenção de voto pelo Palácio do Guanabara.

Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro (Getty Images)

No Nordeste, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), também confirmou que deixará o cargo para concorrer ao governo de Pernambuco. Com a saída, o vice Victor Marques (PCdoB) deve assumir o comando da capital pernambucana.

João Campos Prefeito de Recife

Já em João Pessoa (PB), o prefeito Cícero Lucena (MDB) confirmou que renunciará para disputar o governo da Paraíba. O atual vice, Leo Bezerra (PSB), assumirá a gestão municipal.

No Norte, David Almeida (Avante) também decidiu deixar a Prefeitura de Manaus, capital do Amazonas, para entrar na disputa estadual. O vice, Renato Júnior (Avante), assume o cargo.

Em Macapá, no Amapá, o prefeito Dr. Furlan (MDB) está afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal, em meio a investigações sobre fraudes. Ele afirma que pretende disputar o governo estadual. Atualmente, Pedro dos Santos Martins (União) ocupa o cargo interinamente.

Nomes prováveis

Outros prefeitos aparecem como cotados e devem decidir até o início de abril. Em Maceió (AL), João Henrique Caldas (PL), o JHC, deve deixar o cargo, abrindo espaço para o vice Rodrigo Cunha (Podemos).

Já em São Luís (MA), o prefeito Eduardo Braide (PSD) ainda não definiu se disputará o governo estadual. Caso confirme a candidatura, a vice Esmênia Miranda (PSD) assume.

No Norte, o prefeito de Boa Vista (RR), Arthur Henrique (PL), também é cotado para concorrer ao governo de Roraima, mas ainda não formalizou a saída. O vice Marcelo Zeitoune (PL) pode assumir.

Já em Vitória (ES), o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece como possível candidato ao governo estadual, mas ainda não oficializou a renúncia. A vice Cris Samorini (PP) pode assumir em caso de saída.

Entre os governadores, o movimento ainda não ocorreu, mas a expectativa é de uma rodada de renúncias dentro do prazo legal. Estão nesse grupo Eduardo Leite (RS), Renato Casagrande (ES) e Ronaldo Caiado (GO).

Também aparecem como possíveis candidatos Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), João Azevêdo (PB), Helder Barbalho (PA), Antonio Denarium (RR) e Gladson Cameli (AC). A maior parte desses nomes é cotada para disputar o Senado.

Caiado e Leite

Há exceções. Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) trabalham com a possibilidade de candidatura à Presidência pelo PSD.

Leite já afirmou que pode permanecer no cargo até o fim do mandato caso não viabilize uma candidatura ao Planalto.

Se as renúncias se confirmarem, os vices assumem os governos estaduais. No Rio Grande do Sul (RS), Gabriel Souza (MDB) assume; no Espírito Santo (ES), Ricardo Ferraço (MDB); em Goiás (GO), Daniel Vilela (MDB).

Também devem assumir Otaviano Pivetta (MT), Celina Leão (DF), Lucas Ribeiro (PB), Hana Ghassan (PA), Edilson Damião (RR) e Mailza Assis (AC).

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