Brasil

PT reúne católicos para ampliar apoio a Lula na eleição

Evento em Brasília busca fortalecer o diálogo com o segmento religioso às vésperas da campanha eleitoral

Publicado em 30 de junho de 2026 às 10h30.

O PT promove nesta terça-feira o primeiro Encontro Nacional de Católicos e Católicas da legenda, em Brasília, em uma iniciativa que busca fortalecer o diálogo com o segmento religioso às vésperas das eleições.

O evento reunirá lideranças católicas de diferentes regiões do país para discutir temas como justiça social, combate à pobreza, defesa do bem comum e a construção de um projeto democrático-popular para o Brasil.

A iniciativa faz parte da estratégia do partido para ampliar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os eleitores religiosos. Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste mês, Lula aparece com 53% das intenções de voto entre os católicos em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 40%.

Estão confirmadas no encontro a participação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Partido amplia diálogo com segmentos religiosos

O encontro ocorre pouco mais de um mês após o PT realizar um evento semelhante voltado ao público evangélico. Na ocasião, a legenda divulgou uma carta política com diretrizes para ampliar o diálogo com esse segmento.

Na estratégia adotada para as discussões com lideranças religiosas, o partido optou por deixar temas de costumes, como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo, fora do centro dos debates, concentrando a agenda em questões sociais e econômicas.

Segundo o coordenador nacional do setorial inter-religioso do PT, Gutierres Barbosa, assuntos ligados aos costumes estão em discussão no Congresso Nacional e, neste momento, o foco do governo deve permanecer na administração do país.

"Existem temas centrais para nós, e vamos dialogar com os segmentos religiosos quanto a eles. Pessoas religiosas serão tratadas com respeito pelo PT. Não somos apartados das demandas religiosas. Não é só estratégia, é uma questão de pertencimento", afirmou Barbosa ao O Globo.

*Com O Globo

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