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Caiado deve anunciar Kassab como vice na chapa para disputa pela presidência

Anúncio oficial deve acontecer nesta quarta-feira, 1º de julho, em Brasília

Kassab: ex-secretário de Tarcísio, cacique será vice na chapa de Caiado (Matheus Campos/Amcham/Divulgação)

Kassab: ex-secretário de Tarcísio, cacique será vice na chapa de Caiado (Matheus Campos/Amcham/Divulgação)

Publicado em 30 de junho de 2026 às 11h50.

Última atualização em 30 de junho de 2026 às 11h59.

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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), deve anunciar na próxima quarta-feira, 1º de julho, o presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice de sua chapa.

A informação foi confirmada pela EXAME com interlocutores da pré-campanha e do partido.

As articulações para uma chapa pura do PSD ao Palácio do Planalto acontecem desde o fim de maio, quando Kassab comentou publicamente sobre a indicação feita por Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes, conselheiros da sigla.

Na época, o cacique afirmou que se sentia honrado, mas que a palavra final seria de Caiado.

Em São Paulo, Kassab integrou o governo e apoiará a reeleição do governador Tarcísio de Freitas, que apoiará o senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidente do PSD já foi prefeito de São Paulo e ministro do governo Dilma Rousseff (PT).

A visão de aliados é que a entrada de Kassab na chapa dá um peso para a candidatura de Caiado junto ao partido e pode fortalecer apoios em alguns estados.

Hoje, o PSD tem capilaridade, com mais de 800 prefeitos e pré-candidatos competitivos nos estados, mas reúne lideranças com posicionamentos políticos distintos.

Em parte do Nordeste, prefeitos e dirigentes mantêm proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apoiam a reeleição.

A situação se repete entre os principais nomes do partido. O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do estado fluminense, Eduardo Paes, tem uma relação política próxima ao presidente Lula e já manifestou publicamente apoio ao petista.

Em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, há quadros mais próximos do eleitorado conservador e de lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, já sinalizou que os diretórios estaduais terão autonomia para definir alianças locais, para preservar a característica histórica da legenda de acomodar diferentes correntes políticas e ser competitiva na disputa.

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