(Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 9 de setembro de 2026 às 07h00.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 38,4% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, contra 37,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 9.
A diferença de 1,1 ponto percentual coloca os dois nomes em empate técnico, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
O levantamento mostra uma disputa concentrada entre os dois principais grupos políticos do país.
Os demais candidatos aparecem distantes dos líderes: o escritor e palestrante Augusto Cury registra 6,6%, seguido pelo empresário Renan Santos e pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4%.
Entre os demais nomes testados no primeiro turno estimulado, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o influenciador Pablo Marçal (PRTB) aparecem com 1,5% cada. Samara Martins registra 0,7%; Rui Costa Pimenta, 0,4%; veterinário Wilson Grassi, 0,2%; e Hertz Dias, Clariana Barão e Edmilson Costa, 0,1% cada.
Os votos brancos e nulos somam 2,5%, enquanto 2,8% dos entrevistados afirmam não saber em quem votar.
Na pesquisa anterior, divulgada no início de agosto, o petista tinha 43% das intenções de voto e o senador do PL aparecia com 35%. Realizado antes do registro das candidaturas, o levantamento não tinha todos os candidatos e, por isso, não pode ser comparado com a pesquisa desta quarta-feira.
No cenário espontâneo, quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, Lula também aparece à frente, com 30,7%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 28%. O percentual de entrevistados que não souberam indicar um nome chega a 26%, mostrando um nível elevado de indecisão fora dos cenários apresentados com candidatos.
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro também aparece equilibrada no índice de rejeição. Na pergunta sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, os dois líderes concentram os maiores percentuais.
Lula aparece com 46,6% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45,7%. A diferença de 0,9 ponto percentual mantém os dois nomes em situação de empate técnico no indicador.O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece na sequência, com 14,3% de rejeição. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 12,7%, seguido por Edmilson Costa, com 12,6%.
Na sequência aparecem Pablo Marçal, com 10,8%; Renan Santos, com 10,6%; Samara Martins, com 9,2%; Rui Costa Pimenta, com 8,9%; Hertz Dias, com 8,5%; Veterinário Wilson Grassi, com 8%; Augusto Cury, com 7,8%; e Clariana Barão, com 7,2%.
Entre os motivos apontados pelos eleitores para não votar em determinado candidato, o principal fator citado foi a relação com casos de corrupção.
Segundo a pesquisa, 48,5% dos entrevistados afirmaram que casos de corrupção são um motivo para rejeitar um candidato. Outros 8,3% citaram falta de propostas e 7,9% disseram não votar em candidatos considerados muito radicais.A pesquisa também mediu cenários de segundo turno entre os principais nomes testados. O confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro repete o equilíbrio observado no primeiro turno.
Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% das intenções de voto cada. Brancos e nulos representam 3,5% dos entrevistados, enquanto 4,5% não souberam responder.Nos demais cenários avaliados, Lula aparece numericamente à frente dos adversários. Contra Augusto Cury, o presidente registra 46% das intenções de voto, enquanto o escritor soma 40,9%.
Diante do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 46% contra 42%. Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o placar é de 46% a 38%.
Em uma simulação contra Renan Santos, Lula marca 46%, enquanto o adversário registra 40,3%.
O levantamento também mediu a avaliação da administração federal e encontrou um cenário de divisão entre aprovação e desaprovação.
A forma como Lula conduz seu trabalho como presidente é desaprovada por 48,4% dos entrevistados, enquanto 46,5% aprovam a gestão. Outros 5,1% não souberam responder.
O resultado acompanha a divisão observada na intenção de voto, com os dois principais grupos políticos concentrando a maior parcela das preferências e dos índices de rejeição.
A pesquisa eleitoral Meio/Ideia entrevistou 1.500 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas.
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Meio e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07935/2026.