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'Pesquisa de hoje não é pesquisa de amanhã', diz Temer sobre eleição

Em Nova York para a Brazil Week 2026, Temer afirmou que “toda pesquisa é relevante, mas é claro que a pesquisa de hoje não é a pesquisa de amanhã”.

Michel Temer: Ex-presidente afirma que candidatos deveriam assumir o compromisso de buscar diálogo institucional (Divulgação )

Michel Temer: Ex-presidente afirma que candidatos deveriam assumir o compromisso de buscar diálogo institucional (Divulgação )

NOVA YORK - O ex-presidente Michel Temer afirmou que ainda é cedo para conclusões definitivas sobre a disputa eleitoral e disse que as pesquisas podem mudar ao longo dos próximos meses.

Em Nova York para a Brazil Week 2026, Temer afirmou que “toda pesquisa é relevante, mas é claro que a pesquisa de hoje não é a pesquisa de amanhã”.

Segundo Temer, o cenário político ainda depende de muitos acontecimentos até a eleição. Ele evitou fazer previsões sobre o resultado da disputa presidencial.

“Se você me perguntasse quem é que vai ganhar a eleição, me pergunta em setembro do ano que vem”, declarou.

“Pacificação” do país

Durante a conversa com jornalistas, Temer afirmou que o Brasil vive um momento de radicalização política e defendeu um ambiente de maior conciliação entre os diferentes grupos políticos.

“Eu sou muito da tese da pacificação, da conciliação e da agregação, e não da desagregação”, afirmou.

Segundo ele, candidatos deveriam assumir o compromisso de buscar diálogo institucional logo no início do governo.

“Você deveria anunciar ao povo brasileiro que no terceiro ou quarto dia do seu governo você vai chamar os poderes, a oposição, as entidades, a sociedade civil e dizer: ‘Vamos fazer um grande pacto republicano pelo país’”, disse.

Na percepção de Temer, há um desgaste da população com o ambiente político atual.

“As pessoas estão cansadas, não da polarização, que é um embate de ideias e conceitos e projetos, mas cansadas da radicalização”, declarou.

Investigação contra Ciro Nogueira

Temer também comentou as investigações envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP) no caso do Banco Master e criticou o que chamou de “pré-condenação” de pessoas investigadas antes do andamento completo do processo judicial.

“O que ocorre, eu lamento dizer, é que normalmente, quando surge o nome de alguém, ele é logo pré-condenado, quando sequer o processo começou”, afirmou.

Temer afirmou ainda que conhece Ciro Nogueira e que prefere aguardar o andamento das investigações. “Tenho dele a melhor impressão”, disse.

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