Brasil

PEC dos Precatórios: após debandada, a corrida é por 308 votos na Câmara

Como estão as negociações para garantir a aprovação PEC dos Precatórios em Plenário é tema do dia nesta sexta-feira em Brasília

De onde virá o dinheiro para o auxílio aos caminhoneiros é a pergunta que pode ser respondida nas próximas horas (Marcos Corrêa/PR/Reuters)

De onde virá o dinheiro para o auxílio aos caminhoneiros é a pergunta que pode ser respondida nas próximas horas (Marcos Corrêa/PR/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2021 às 07h05.

Esta reportagem faz parte da newsletter EXAME Desperta. Assine gratuitamente e receba todas as manhãs um resumo dos assuntos que serão notícia.

A sexta-feira começa com renovada leva de dúvidas sobre o futuro da estratégia econômica do governo Bolsonaro após a saída de quatro secretários ontem.

Os secretários de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram demissão dos cargos; a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração por “razões pessoais”.

Os quatro integrantes da equipe econômica anunciaram saída do governo após o presidente Jair Bolsonaro ter anunciado um Auxílio Emergencial de 400 reais a ser bancado por mudanças no teto de gastos. Também ontem o presidente anunciou um auxílio de 400 reais a 750.000 caminhoneiros para compensar o crescente aumento no preço do diesel.

De onde virá o dinheiro para esse auxílio aos caminhoneiros é a primeira pergunta que pode ser respondida nas próximas horas. A segunda é como fica a composição do ministério da Economia. Esteves Colnago, assessor especial de Paulo Guedes e ex-ministro do Planejamento do governo Temer, é um dos cotados para a vaga de Funchal. Adolfo Sachsida, economista do grupo original de apoio ao governo, também é cotado, assim, como Ariosto Culau, secretário de Orçamento, que ficou no cargo e não acompanhou colegas na debandada de ontem.

Uma terceira pergunta na mesa é como fica o clima para aprovação na Câmara da PEC dos Precatórios -- a previsão de votação é semana que vem.  Ontem a PEC, que tira cerca de 40 bilhões de reais do pagamento do teto de gastos, foi aprovada em comissão especial. Uma outra mudança, anunciada ontem, antecipa de 2026 para agora as mudanças na regra de cálculo do teto de gastos, corrigindo despesas não mais de julho a julho, mas de janeiro a dezembro. Isso dá uma folga de cerca de 40 bilhões de reais para gasto com emendas e com o Auxílio Brasil, o programa social do governo.

Deputados e o executivo têm se posicionado nos últimos dias como defensores de recursos para camadas mais vulneráveis da sociedade e uma derrota da PEC. Neste contexto, os próximos dias devem fazer o governo ainda mais dependente do Centrão na busca pelos 308 votos necessários para aprovação da emenda na Câmara.

São esses 80 bilhões de reais de gastos extras em ano de eleição os motivos da nova crise institucional de 2021 -- alguns cálculos preveem até 95 bilhões de folga orçamentária. O índice Ibovespa caiu 2,7% ontem depois de ter recuado 3,3% na quarta-feira. A previsão do governo é começar a pagar o auxílio de 400 reais para 17 milhões de brasileiros a partir de dezembro.

Acompanhe tudo sobre:Auxílio BrasilExame HojeGoverno BolsonaroMinistério da EconomiaPaulo Guedes

Mais de Brasil

Fuad e Kassab apostam em discurso moderado e feitos da gestão para reeleição em prefeitura BH

Detentos fazem rebelião e incendeiam presídio em Franco da Rocha, na Grande SP

Artefatos indígenas retidos na França retornam ao Brasil

Convenções começam neste sábado com oficialização de candidaturas de Boulos, Paes e Fuad

Mais na Exame