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Partido é quem vai definir vice, diz Zema na Agrishow

Em visita à feira, governador de Minas Gerais critica Judiciário e governo Lula

Zema: mineiro voltou a criticar o STF (Cesar H. S. Rezende/Exame)

Zema: mineiro voltou a criticar o STF (Cesar H. S. Rezende/Exame)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 28 de abril de 2026 às 10h46.

Última atualização em 28 de abril de 2026 às 10h55.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema (Novo), disse nesta terça-feira, 28, que ainda não definiu o nome do vice que irá compor sua chapa.

Segundo Zema, a decisão passa por ele, mas quem decidirá é o seu partido.

"Está muito prematuro. Isso será decidido mais adiante. No Novo, nós temos a separação do mandatário/candidato. Vou participar da escolha, mas é o partido quem define", disse o governador durante a Agrishow.

O governador de Minas Gerais foi o segundo pré-candidato a comparecer à feira agrícola nesta semana. Na segunda-feira, 27, o senador Flávio Bolsonaro (PL), acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também compareceu ao evento. Na quarta-feira, 29, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), deve comparecer à Agrishow.

Assim como Flávio, Zema também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o mineiro, o que o Brasil tem hoje é um presidente "perdulário".

"Quando atacar a gastança, os juros (Selic) caem, como foi em 2016 e 2017. É isso, dá um alívio para quem tem dívida e quer investir. O que temos hoje é um presidente perdulário. Na viagem para a Alemanha foram dois dias de hotel com gastos de R$ 800 mil", afirmou, citando a ida de Lula à feira de Hannover.

Crise com o Judiciário

O governador de Minas também aproveitou espaço para voltar a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF).

"Precisamos de um Supremo sem rabo preso. Hoje eles estão lá tentando evitar investigações", disse

A declaração é parte de mais um capítulo no embate entre Romeu Zema e Gilmar Mendes, que tem se estendido no decorrer da semana com postagens nas redes sociais e entrevistas.

Na última segunda-feira, 20, o decano do STF solicitou que o ex-governador seja investigado no inquérito das fake news.

A iniciativa foi motivada após um vídeo compartilhado por Zema mostrar fantoches representando os magistrados discutindo sobre o caso Master.

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