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OMS sobre Mandetta: países devem tomar decisões baseadas em evidências

A entidade ainda reforçou que o relaxamento da quarentena e do isolamento social por causa do coronavírus deve ser feito de forma gradual

MANDETTA: Bolsonaro anunciou Nelson Teich como novo ministro. / REUTERS/Ueslei Marcelino (Ueslei Marcelino/Reuters)

MANDETTA: Bolsonaro anunciou Nelson Teich como novo ministro. / REUTERS/Ueslei Marcelino (Ueslei Marcelino/Reuters)

BC

Beatriz Correia

Publicado em 17 de abril de 2020 às 16h09.

Última atualização em 17 de abril de 2020 às 16h10.

O diretor executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, afirmou que a entidade está ciente da demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde brasileiro. "Agradecemos ao ministro por seu trabalho", disse nesta sexta-feira, 17, em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.

Ryan destacou que cada país tem liberdade para agir da maneira como achar adequada, mas pediu aos governos para tomarem decisões baseadas em evidências e com apoio de toda a máquina estatal. Ele ressaltou ainda que a organização está trabalhando para fornecer apoio técnico ao Brasil, por meio do escritório regional na América Latina.

Isolamento social

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, exortou os países a seguirem o manual de recomendações da entidade ao avaliar o relaxamento das medidas de distanciamento social impostas pelo coronavírus. "O afrouxamento das restrições deve ser um processo gradual", disse durante entrevista coletiva, em Genebra, na Suíça.

Tedros Ghebreyesus também demonstrou preocupação com a situação da África, onde, segundo ele, houve aumento de 51% no número de casos de covid-19 na última semana e 60% de registros de mortes pela doença. "Com os desafios atuais de obtenção de kits de testes, os números reais provavelmente são maiores", afirmou, acrescentando que mais de 1 milhão de testes serão distribuídos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) do continente.

Sobre a divulgação de um novo número de mortes pelas autoridades de Wuhan, na China, a líder da resposta da OMS ao coronavírus, Maria Van Kerkhove, explicou que os dados tiveram que ser revistos porque, entre outros fatores, muitas pessoas morreram em casa na época em que o sistema de saúde local estava sobrecarregado. Segundo ela, outros países terão que fazer revisões semelhantes após a pandemia.

Maria Van Kerkhove também garantiu que a entidade está trabalhando com Taiwan, embora a ilha não seja reconhecida como país pela Organização das Nações Unidas (ONU), responsável pela OMS.

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