Jair Bolsonaro: ex-presidente está preso desde o dia 22 de novembro
Repórter
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 09h59.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o encaminhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos após um tombo na madrugada da última terça-feira, 6.
Na decisão, Moraes autoriza a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Os exames foram solicitados pelo médico pessoal de Bolsonaro, Brasil Ramos Caiado, conforme mostra pedido da defesa do ex-presidente.
O médico ressaltou que “tais exames mostram-se essenciais para adequada avaliação neurológica do Peticionário, sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado — no Hospital DF Star, onde o Paciente vem sendo acompanhado clinicamente —, com o objetivo de afastar risco concreto de agravamento do quadro e prevenir eventuais complicações neurológicas”.
Moraes determinou que o transporte e a segurança de Bolsonaro sejam realizados pela Polícia Federal "de maneira discreta", o desembarque deverá ser feito nas garagens do hospital.
A notícia da queda de Bolsonaro foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou, em publicação nas redes sociais, que o ex-presidente teve uma crise enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel.
Integrantes da Polícia Federal minimizaram a gravidade do episódio. "O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação", afirmou a PF em nota.
O episódio ocorreu poucos dias depois de Jair Bolsonaro apresentar melhora no quadro de saúde. Na semana passada, ele havia deixado o hospital DF Star, em Brasília, após permanecer internado por nove dias para uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral.
A internação começou em 24 de dezembro e terminou no primeiro dia do ano. Nesse período, Bolsonaro também passou por um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para controlar crises recorrentes de soluços.
Segundo a equipe médica, o problema estaria relacionado a complicações da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
Desde que voltou à custódia da Polícia Federal, no dia 1º, aliados e interlocutores vinham relatando uma evolução clínica considerada positiva, com redução significativa das crises de soluço.
Ainda assim, pessoas ouvidas sob reserva afirmam que Bolsonaro passou a relatar dificuldades para dormir. A queixa, segundo esses relatos, estaria associada ao funcionamento contínuo e ao barulho do sistema de ar-condicionado da unidade onde está custodiado.
A defesa levou a reclamação ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmaram que o barulho compromete o repouso do ex-presidente e solicitaram medidas como isolamento acústico ou adequação do espaço. Na segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições relatadas.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
*Com informações do Globo