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Maria do Rosário diz que morte de coronel é estranha

O coronel Paulo Malhães assumiu, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar


	Maria do Rosário: deputada disse que vai acionar titular da Secretaria de Direitos Humanos e o ministro da Justiça para pedir apoio da Polícia Federal na investigação
 (Elza Fiúza/ABr)

Maria do Rosário: deputada disse que vai acionar titular da Secretaria de Direitos Humanos e o ministro da Justiça para pedir apoio da Polícia Federal na investigação (Elza Fiúza/ABr)

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Da Redação

Publicado em 25 de abril de 2014 às 16h25.

São Paulo - A ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos Presidência da República Maria do Rosário usou o Twitter para comentar a morte do coronel Paulo Malhães.

A ex-ministra, que atualmente é deputada federal, admitiu estranhamento com a morte do coronel, que assumiu, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar.

A deputada disse que vai acionar a atual titular da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para pedir o apoio da Polícia Federal na investigação.

"O depoimento do coronel Malhães revelou fatos sobre a morte e destino dos restos mortais do deputado Rubens Paiva, entre outros mortos pela ditadura. Soa estranho q após essas revelações o militar tenha sido assassinato", escreveu Maria do Rosário.

O coronel reformado do Exército Paulo Malhães foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira, 25, no sítio em que morava, em Nova Iguaçu, cidade na Baixada Fluminense. O corpo apresentava marcas de asfixia, segundo a Polícia Civil.

De acordo com o relato da viúva do coronel, Cristina Batista Malhães, três homens invadiram o sítio na noite desta quinta-feira à procura de armas. O coronel seria colecionador de armamentos.

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