Márcio França: 'Sou a esquerda da direita ou a direita da esquerda'

Líder nas pesquisas de intenção de voto, França apresenta uma agenda mais conservadora do que seus companheiros de coligação
Quando me perguntam se sou de esquerda ou direita, eu digo que sou a direita da esquerda. Ou a esquerda da direita" (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)
Quando me perguntam se sou de esquerda ou direita, eu digo que sou a direita da esquerda. Ou a esquerda da direita" (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)
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Estadão ConteúdoPublicado em 19/08/2022 às 09:42.

Depois de garantir que seria o nome certo para o governo de São Paulo ao dizer que "foguete não tem ré", o ex-governador Márcio França (PSB), de 58 anos, cedeu à pressão do PT e abriu mão da candidatura para concorrer ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT).

Líder nas pesquisas de intenção de voto, França apresenta uma agenda mais conservadora do que seus companheiros de coligação, em especial o PSOL. "Quando me perguntam se sou de esquerda ou direita, eu digo que sou a direita da esquerda. Ou a esquerda da direita", afirmou o pessebista ao Estadão. Leia os principais trechos a seguir.

O sr. aceitaria ser ministro em um eventual governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)?

Cumpri 100% do mandato todas as vezes que fui eleito. O cargo de senador é muito relevante. Não há como pensar em ter outra função.

O sr. disse de forma peremptória que seria candidato ao governo e que "foguete não tem ré". Agora disputa o Senado. Por quê?

Foguete não tem ré, mas precisa de combustível. O combustível da política é gente apoiando. Convenceram Lula de que seria o caminho mais fácil para vencer em São Paulo. Ele nunca ganhou em São Paulo. Na verdade, só uma vez, no segundo turno contra o (José) Serra.

Sua agenda é mais conservadora que a da esquerda?

Normalmente, sim. Quando me perguntam se sou de esquerda ou direita, eu digo que sou a direita da esquerda. Ou a esquerda da direita. Não concordo com coisas que são feitas em movimentos de esquerda. Não concordo com o formato do golpe na Venezuela. Cuba precisava ter mais partidos. Na China, todos os votos vão para um partido só.

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